Selic no quarto corte seguido, matcon com o melhor mês do ano e Telhanorte e C&C ainda em disputa por dono novo — o Copom fecha agora a semana que confirmou a retomada.
Pessoal, esta foi a semana em que os números finalmente confirmaram o que o balcão vinha sentindo. A Selic caiu para 14,25%, quarto corte seguido, e o varejo de material de construção cresceu 2,3% em julho ante o ano passado — melhor resultado do ano. Ibovespa fechou a semana em alta de 2,27%, seguindo a trajetória positiva de julho, e o dólar recuou para R$ 5,10, com queda de mais de 1% só nesta semana.
O movimento estratégico continua sendo a reorganização do grande varejo: Telhanorte, do grupo Saint-Gobain, e C&C, agora sob a Arcos Gestão e Investimento, seguem disputando comprador, com fundos como a Legion Holdings no radar. Mercado de tintas cresceu 6% em volume, maior avanço em dez anos — categoria de giro rápido que merece destaque de gôndola nesta reta final de inverno.
O que observar agora: o Copom se reúne hoje e amanhã (4 e 5/08) e o mercado já precifica novo corte, com o Focus revisando a Selic de 2026 de 14% para 13,75%. Juro mais barato de capital de giro é oportunidade — mas o INCC-M segue subindo (6,40% em 12 meses) e pressiona o custo da obra. Quem travar compra de cimento e aço antes do próximo reajuste sazonal sai na frente.
Síntese: depois de meses de espera, o ciclo de corte de juros começou a aparecer no caixa da loja e na ponta de venda. Capital de giro mais barato e varejo voltando a crescer formam a primeira combinação positiva do semestre — mas o crédito ao consumidor final ainda reage devagar.
Fontes: InfoMoney, O Tempo, IBGE, Banco Central, Suno
Síntese: troca de controle nessas redes tende a abrir janela de instabilidade operacional — abertura de loja mais lenta, ajuste de sortimento, saída de vendedor experiente. Para a Construai, é oportunidade concreta de capturar cliente e recrutar profissional de venda nas praças onde essas redes concorrem direto com a gente.
Fontes: Relatório Reservado, GMC Online, Reporter Diário, IstoÉ Dinheiro
Síntese: mesmo com dólar e juro cedendo, o custo de insumo básico não dá trégua — período seco (jun-ago) aquece demanda por obra e pressiona cimento e aço ao mesmo tempo em que o mercado de tintas vive o melhor momento em dez anos. Vale negociar lote fechado com fornecedor antes da alta se intensificar.
Fontes: FGV, InfoMoney, Reuters, Mobills, Abrafati
Votorantim Cimentos aporta R$ 260 milhões em nova linha de moagem, parte de plano de R$ 5 bilhões até 2028 — indústria de base aposta na demanda de médio prazo.
Selic em 14,25% (quarto corte); dólar em R$ 5,06–5,10; Copom decide novo movimento nesta quarta, 05/08, com Focus já revisando projeção para baixo.
Caixa afrouxa regras do SBPE: cota para imóvel usado volta a 80% e teto do SFH sobe a R$ 2,25 milhões, reabrindo espaço de crédito habitacional.
Cimento com alta sazonal de 5–10% no período seco; vergalhão CA-50 sobe até 22% em três meses; INCC-M acumula 6,40% em 12 meses.
Material de construção cresce 2,3% em julho ante 2025, melhor mês do ano; mercado de tintas avança 6% em volume, maior alta em dez anos.
Telhanorte e C&C seguem disputando comprador — troca de controle abre espaço para captar cliente e vendedor experiente na região.
A 280ª reunião do Copom começou hoje, com decisão anunciada amanhã, 05/08. A Selic está em 14,25%, o menor patamar de 2026 após três cortes seguidos. O Boletim Focus, divulgado ontem, reduziu a projeção da Selic para o fim de 2026 de 14% para 13,75% — primeira revisão para baixo desde março — e a expectativa de inflação também recuou pela quinta semana seguida. Fique de olho no resultado de amanhã para renegociar taxas de crediário e capital de giro.
Fonte: Agência Brasil / Remessa Online (04/08/2026)
A moeda americana encerrou a sessão de segunda a R$ 5,10, com recuo semanal de 1,18%, refletindo petróleo em queda e Boletim Focus mais favorável. Câmbio mais estável segura o custo de ferramenta importada e insumo dolarizado como resina e componente elétrico.
Fonte: InfoMoney (04/08/2026)