A semana fechou com o maior evento monetário do trimestre: a reunião do Copom que o mercado inteiro estava aguardando. Em paralelo, o custo da obra entrou em desaceleração real e dois nomes históricos da concorrência — Telhanorte e C&C — passaram para novos controladores. Para a rede regional bem posicionada, a semana abriu três janelas ao mesmo tempo.
Pessoal, a semana que começou com o tarifaço americano de 25% virando fato consumado fechou com o maior evento monetário do trimestre: o Copom se reuniu ontem e hoje com 80% de probabilidade de mercado para um corte de 0,25 ponto na Selic. No mesmo intervalo, o SINAPI subiu apenas 0,31% em julho — menos da metade de junho — e o INCC-M caiu de 0,85% para 0,62%. Duas semanas atrás o custo ainda era o vilão da conversa. Esta semana ele começou a ceder de verdade.
O movimento estratégico que mais importa foi o mercado se mover ANTES da decisão do Copom: dólar abaixo de R$ 5,05 na quinta, Ibovespa renovando máxima histórica acima dos 177 mil pontos, aço CA-50 acumulando queda de 10% a 18% no ano. Isso junto com Telhanorte e C&C trocando de dono cria uma combinação rara — custo cedendo, crédito tendendo a cair, concorrente confuso com nova gestão. A Caixa já afrouxou o SBPE. Quem captura o cliente que acabou de pegar a chave do imóvel novo captura a reforma que vem junto.
O que acompanhar agora: primeiro, o repasse do corte de juros ao crediário — não é imediato, mas a direção mudou. Segundo, o aço: a janela de compra de vergalhão em queda pode fechar quando a construção de habitação popular ganhar ritmo com os R$ 160,5 bilhões do FGTS reservados para 2026. Terceiro, a concorrência: Telhanorte e C&C com novos donos significa cliente desorientado disponível para conquistar agora, não depois que a nova gestão se assentar.