A semana fechou com a Telhanorte trocando de dono, o custo da obra subindo por todos os lados e o Banco Central na iminência de definir o tom do segundo semestre.
Pessoal, a semana teve um fio condutor só: o tabuleiro do grande varejo está se reorganizando. A Saint-Gobain fechou a venda da Telhanorte para a Tauá Partners e saiu de vez da distribuição no país; a C&C precisa enxugar um terço das lojas; e o atacarejo da Leroy avança com R$ 3,5 bilhões. Quando o grande recua ou troca de dono, quem ganha é a loja de bairro que conhece o cliente pelo nome.
O movimento estratégico da semana foi de custo. Cobre a US$ 13 mil (+40% em 12 meses), aço da CSN 15% mais caro, INCC-M disparando 0,96% e o SINAPI batendo R$ 1.946 o metro quadrado. Margem se defende com calculadora na mão, reprecificando marca a marca — não no chute.
O que observar: hoje o Copom decide a Selic. Corte para 14,25% ou pausa em 14,5%, o recado do semestre já está dado — juro caro por mais tempo significa reforma e reposição, não obra nova. E o cliente cada vez mais entra com carta de consórcio na mão. Quem entende esse fluxo fecha o acabamento inteiro.
2ª maior do país vai a leilão; cimento caminha para mais concentração e muda o poder de barganha do varejo.
Mercado dividido entre corte para 14,25% e manutenção em 14,5% após IPCA de maio acima do esperado.
Fim da escala 6x1 avança no Senado e pode elevar o custo da mão de obra; tributária começa a mexer no preço de material.
Cobre a US$ 13 mil pressiona a elétrica; CSN repõe margem no aço. INCC-M sobe 0,96% no mês.
1º quadrimestre de 2026 em queda; Grande BH sente o freio. Sondagem de consumo, porém, abriu o ano em 126 pontos.
Venda concluída (27 lojas); C&C fecha 1/3; Obramax acelera atacarejo com R$ 3,5 bi.
O Banco Central anuncia a Selic à tarde com o mercado dividido: a aposta majoritária ainda é de corte de 0,25 ponto, para 14,25%, mas cresceu a chance de manutenção em 14,5% depois de a inflação de maio furar o teto da meta. O dólar abre perto de R$ 5,06 e o Ibovespa rondando os 171 mil pontos. Mais do que a taxa, o comunicado dirá se ainda há espaço para juro mais barato no segundo semestre.