Bom dia, pessoal. A semana entregou uma combinação rara. Anamaco e Termômetro JS+ mostraram a parcela de lojas com vendas em alta saltando de 18% para 35% em maio (tinta e elétrica liderando), o INCC-M cedeu de 1,04% para 0,77% — primeira desaceleração de materiais no ano — e a PNAD bateu mínima histórica: desemprego em 6,1% no 1º tri. No crédito, Faixa 4 do MCMV começou a operar (imóvel até R$ 500 mil) e a Cury bateu recorde de R$ 351 mi.
O movimento estratégico está em três frentes: travar tabela de aço, cimento e PVC ainda esta semana (Gerdau Brasil derreteu 47% em EBITDA — siderúrgica está disposta a negociar), capturar o cliente da Faixa 4 que volta em 60 dias para acabamento e armar a vitrine da Copa — faltam 14 dias para a abertura e 99,2 milhões de brasileiros vão comprar para o mundial, com gasto médio de R$ 619.
O que observar: consulta pública do IBS/CBS na construção fecha em 31/05 (3 dias), Copom decide Selic em 16-17/06 com o IBC-Br forte (+1,3%) reduzindo espaço para cortes rápidos, e a janela atual de cust o + emprego firme não vai durar. Quem renegociar fornecedor até sexta entra em junho com a melhor margem do trimestre.