Bom dia, pessoal. O Copom cortou a Selic para 14% ontem e o Focus já aposta em 13,75% até dezembro — crédito fica mais barato de novo. Ao mesmo tempo, o Minha Casa Minha Vida ganhou uma Faixa 4 que sobe o teto de renda para R$ 13 mil e o valor do imóvel para R$ 600 mil, com Banco do Brasil e Itaú entrando na disputa que era só da Caixa. Fecha a semana revisando quem na equipe já sabe explicar essas duas mudanças pro cliente que entra na loja.
O Copom confirmou nesta quarta o quarto corte seguido da Selic, de 14,25% para 14% ao ano, e o Boletim Focus já revisou a projeção para o fim de 2026 para 13,75%, a primeira revisão para baixo desde março. Juro caindo destrava financiamento de reforma e de capital de giro para o lojista, mas o efeito no bolso do cliente final ainda é gradual.
No crédito habitacional, o Minha Casa Minha Vida passou por reformulação relevante: nova Faixa 4 eleva o teto de renda familiar para R$ 13 mil e o valor máximo do imóvel financiável para R$ 600 mil, com prazo de até 420 meses. Banco do Brasil e Itaú entram como operadores, quebrando o monopólio histórico da Caixa — mais bancos disputando cliente tende a acelerar aprovação e agilizar a ida à loja.
No custo de insumo, agosto marca o pico da estação seca, período em que a demanda por obra sobe e o cimento historicamente reajusta entre 5% e 10%. Some a isso o INCC acumulando alta de quase 6% em 12 meses, puxado principalmente por mão de obra escassa, e a régua de preço na loja precisa ser revisada com frequência maior que o normal nas próximas semanas.
A reformulação do Minha Casa Minha Vida ampliou o público elegível ao programa, com prazo de financiamento estendido a até 35 anos e entrada da concorrência bancária: Banco do Brasil e Itaú passam a operar ao lado da Caixa. Para o lojista, é público novo batendo na porta — classe média que antes não se enquadrava no programa e agora tem crédito habitacional facilitado, com reforma e acabamento vindo na sequência da obra.
Fonte: Mix Vale / Tenda (agosto/2026)O braço de atacarejo do grupo dono da Leroy Merlin fechou 2025 com R$ 2,6 bilhões em vendas, alta de quase 60% sobre o ano anterior, e projeta abrir novas lojas rumo a 30 pontos de venda no país. O movimento reforça a pressão competitiva sobre redes regionais: o atacarejo de construção virou aposta estratégica dos grandes grupos, e o diferencial da rede local passa a ser relacionamento e atendimento técnico no balcão, que o formato atacarejo não entrega.
Fonte: Exame / Brazil Economy (agosto/2026)Entre junho e setembro, período de estiagem em boa parte do país, a atividade de obra acelera e historicamente empurra o preço do cimento entre 5% e 10% acima da média do primeiro semestre. Com o saco de CP II já rodando na faixa de R$ 38 a R$ 54 dependendo de marca e região, a orientação é travar compra com fornecedor principal antes do pico de setembro e evitar reposição pontual no varejo, que sai mais caro.
Fonte: Calculobra / Portas (agosto/2026)O quarto corte consecutivo confirma o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em março. Juro mais baixo reduz o custo de capital de giro da loja e, com defasagem, tende a aquecer financiamento de reforma pelo consumidor final — mas o efeito prático ainda deve levar alguns meses para aparecer no caixa.
Fonte: Agência Brasil / Exame (agosto/2026)Neste ano começa a aplicação simbólica das novas alíquotas (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), rodando em paralelo ao sistema atual até a transição completa em 2033. Para a construção, o modelo padroniza a tributação entre sistemas construtivos e muda a forma de apuração de impostos. Quem não ajustar sistema fiscal e contratos agora corre risco de retrabalho e cobrança em dobro mais adiante.
Fonte: Sienge / CBIC (agosto/2026)A moeda americana caiu cerca de 0,5% no dia seguinte à decisão do Copom, mas o fortalecimento do dólar lá fora limitou o movimento. Para quem depende de insumo importado — ferramenta elétrica, revestimento importado, componente de tinta — o câmbio segue estável na casa dos R$ 5,10, sem sinal de disparada, mas também sem alívio forte no curto prazo.
Fonte: InfoMoney / Remessa Online (agosto/2026)Trave compra de cimento com o fornecedor principal esta semana. A janela sazonal de alta já começou e pode empurrar o preço até 10% até setembro. Fechar volume agora protege margem no pico da demanda.
Treine o time para explicar a nova Faixa 4 do MCMV. Teto de renda de R$ 13 mil e imóvel de até R$ 600 mil abrem um público que antes não se enquadrava. Quem souber orientar sobre Banco do Brasil e Itaú, além da Caixa, converte mais rápido.
Reveja linha de crédito de capital de giro com o banco. Com a Selic em 14% e caindo, é hora de renegociar taxa de financiamento de estoque e comparar propostas — o corte já vale para novas operações.
Audite o sistema fiscal para o teste da reforma tributária. As alíquotas simbólicas de CBS e IBS já rodam em paralelo ao sistema atual. Corrigir cadastro fiscal agora evita retrabalho quando a cobrança real começar a valer.
Reforce o atendimento técnico de balcão contra o avanço do atacarejo. Com Obramax crescendo quase 60% ao ano, o diferencial da loja de bairro é orientação e relação — não preço. Cobre isso do time nesta semana.
Com a Selic caindo e o MCMV com regras novas, muito cliente ainda não sabe que o crédito ficou mais acessível. Se a resposta for não, explique rápido: "Agora tem faixa nova, com renda até R$ 13 mil e imóvel até R$ 600 mil, e você pode financiar pelo Banco do Brasil, Itaú ou Caixa." Cliente que sai da loja sabendo como pagar volta comprando o projeto inteiro, não só o item avulso.