Bom dia, pessoal. O Boletim Focus reduziu a projeção da Selic para o fim de 2026 de 14% para 13,75%, sinal de que o alívio no crédito deve continuar. Mas tem um alerta que merece atenção: o governo avalia um aporte de R$ 750 milhões para não deixar o Reforma Casa Brasil parar em agosto, justamente a linha que financia reforma residencial e que tem puxado nosso giro de acabamento. Hoje o recado é duplo: aproveitar o juro em queda para negociar estoque e ficar de olho no crédito de reforma, que é motor direto de venda de balcão.
O mercado financeiro segue revisando para baixo as expectativas de juro e inflação. O Boletim Focus de 03/08 trouxe a mediana da Selic para 13,75% ao fim de 2026, ante 14% na semana anterior, e o IPCA recuou para 5,03%. É a quarta semana seguida de melhora nas projeções, o que reforça a leitura de ciclo de corte mais consistente pela frente.
No crédito habitacional, o Reforma Casa Brasil — linha que financia até R$ 50 mil para reforma residencial com juro de 0,99% ao mês — está sob risco de travar em agosto. O Ministério das Cidades pediu R$ 750 milhões ao Tesouro para manter a linha ativa; sem o aporte, o FGHab só garante contratação até este mês. É a linha que mais aparece em obra de reforma e manutenção, justamente o segmento que sustenta o varejo de material de construção hoje.
No setor, o preço do cimento no varejo bateu recorde histórico: o saco de 50kg chegou a R$ 46 em média, alta acumulada de 180% em dez anos. Já a Construsul, maior feira do setor no Sul, fechou em Porto Alegre com 35 mil visitantes e projeção de R$ 900 milhões em negócios, sinal de que o interesse do lojista em se atualizar segue firme mesmo com o cenário de custo pressionado.
O Ministério das Cidades pediu R$ 750 milhões ao Tesouro para o FGHab, fundo garantidor da linha que financia reforma residencial em até R$ 50 mil com juro de 0,99% ao mês. Sem o aporte, a capacidade de novos contratos se esgota neste mês. Como a linha é usada em obra de reforma e manutenção, uma pausa no crédito tende a esfriar diretamente o giro de acabamento na loja.
Fonte: Tribuna do Sertão / Portas (agosto/2026)O preço médio do saco de 50kg do cimento CP II no varejo brasileiro chegou a R$ 46, o maior valor da série histórica, com alta acumulada de 180% em dez anos. A faixa de mercado hoje vai de R$ 38 a R$ 54 para o CP II e até R$ 60 para o CP V de alta resistência. Vale revisar a política de reajuste de tabela e negociar lote fechado com o fornecedor antes de nova pressão de custo.
Fonte: BR104 (agosto/2026)A 27ª edição da feira, realizada de 4 a 7 de agosto na FIERGS, reuniu mais de 300 expositores de oito estados e participantes internacionais, com foco em industrialização, digitalização de obra e eficiência energética. O volume de negócios projetado reforça que o interesse do setor em inovação segue aquecido, mesmo com o custo do insumo pressionado.
Fonte: Feira Construsul / O Sul (agosto/2026)A CBIC confirmou que as principais exigências da reforma tributária para os setores de construção, mercado imobiliário e saneamento passam a valer em 1º de dezembro de 2026. A entidade segue defendendo um redutor de 60% na alíquota do IVA Dual para o setor, o que levaria a carga de 27,97% para cerca de 16,78%. É hora de revisar contrato e sistema de gestão fiscal antes do prazo.
Fonte: CBIC (agosto/2026)Na edição de 03/08, o Banco Central mostrou mediana de mercado revisando a Selic de 14% para 13,75% ao fim do ano, com IPCA recuando para 5,03%. Quarta semana seguida de melhora nas projeções. Custo de capital de giro deve continuar cedendo aos poucos, o que abre espaço para negociar prazo mais longo com fornecedor.
Fonte: Boletim Focus / Banco Central (agosto/2026)Sindicatos do setor projetam avanço de 3,1% no PIB da construção neste ano, apoiado em R$ 300 bilhões de investimento em infraestrutura e em programas como Reforma Casa Brasil e Faixa 4 do MCMV. A leitura reforça que, apesar do custo de insumo em alta, a demanda estrutural do setor segue em expansão.
Fonte: Sinduscon-SP / Autimob (agosto/2026)Aproveite a queda projetada da Selic para renegociar prazo de estoque. Com o Focus revisando o juro para baixo pela quarta semana seguida, use o argumento junto ao fornecedor para alongar prazo de pagamento sem perder desconto.
Comunique a equipe sobre o Reforma Casa Brasil antes que a linha pare. Se o crédito travar, o vendedor de balcão precisa estar pronto para oferecer alternativa de financiamento próprio ou parcelamento na loja.
Revise a tabela de preço do cimento com o recorde de R$ 46. Com a alta histórica, confirme se a margem da categoria ainda está adequada e avalie comprar lote maior antes de novo reajuste.
Antecipe o prazo da reforma tributária de dezembro. Envolva o time fiscal e financeiro agora para adequar contrato e sistema antes das novas obrigações valerem para o setor.
Explore contato feito na Construsul. Com R$ 900 milhões movimentados na feira, revise fornecedores e novidades apresentadas em Porto Alegre que possam entrar no mix da loja no quarto trimestre.
Com o Reforma Casa Brasil sob risco de pausa, o cliente que está com projeto de reforma na cabeça pode perder a linha de crédito sem saber. Pergunte antes de fechar a venda e, se for o caso, apresente opção de parcelamento próprio da loja. Quem resolve essa dúvida na hora fecha a venda; quem não resolve, perde o cliente para o concorrente que oferece alternativa.