Bom dia, pessoal. A Selic caiu para 14,25% e o varejo de material de construção voltou a crescer em julho, alta de 2,3% na comparação anual, o primeiro sinal mais firme de retomada depois de meses de resultado fraco. No radar da concorrência, Telhanorte e C&C seguem em disputa por novo comprador, o que pode redesenhar o mapa competitivo nas praças onde atuamos. Hoje é dia de aproveitar o giro de caixa mais barato e ficar atento a qualquer movimento de reposicionamento desses concorrentes na nossa região.
O Copom cortou a Selic para 14,25% ao ano na reunião de 17 de junho, o quarto corte consecutivo desde o pico de 15% no fim de 2025. Juro mais baixo alivia o custo do capital de giro e do financiamento de estoque, mas o efeito sobre o consumidor ainda é lento — o crédito para reforma continua caro na ponta.
No varejo, a Pesquisa Mensal de Comércio mostrou material de construção com alta de 2,3% em julho ante o mesmo mês do ano passado, primeiro resultado positivo mais consistente do ano, ainda que o acumulado de 12 meses siga negativo em 1,2%. A leitura da Anamaco é de retomada seletiva: reforma e manutenção puxam, obra nova ainda patina.
Na concorrência, o processo de venda da Telhanorte (Saint-Gobain) e da C&C, agora sob controle da Arcos Gestão e Investimento, segue aquecido, com fundos disputando as duas redes. Mudança de dono costuma abrir janela de instabilidade operacional no concorrente — oportunidade para capturar cliente e, eventualmente, profissional de venda experiente que fica disponível no mercado.
O IBGE registrou alta anual de 2,30% nas vendas de material de construção em julho, melhor resultado do ano, puxado por reforma e manutenção. O acumulado em 12 meses ainda é negativo em 1,20%, o que reforça que a recuperação é recente e desigual entre praças. Para o lojista, é hora de reforçar estoque de giro rápido e não perder a ponta do movimento.
Fonte: IBGE / Anamaco (agosto/2026)A C&C foi vendida pelas herdeiras de Aloysio Faria para a Arcos Gestão e Investimento, enquanto a Telhanorte, do grupo Saint-Gobain, segue à venda com fundos como Legion Holdings no radar. Troca de controle tende a gerar ruído operacional no curto prazo — abertura de loja mais lenta, ajuste de sortimento, saída de vendedor experiente. Fique de olho nas praças onde essas redes concorrem direto com a Construai.
Fonte: Relatório Reservado / GMC Online (agosto/2026)Segundo a Abrafati, o mercado de tintas imobiliárias no Brasil avançou 6% em volume, puxado por reforma residencial. A lata de 18L varia de R$ 260 a R$ 620 conforme marca e linha, e o m² de pintura fica entre R$ 25 e R$ 60. Categoria de giro rápido e alta margem — vale revisar mix de marcas e destaque de gôndola.
Fonte: Abrafati / Chama o Pro (agosto/2026)A XIV Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços para Construção acontece de 15 a 18 de setembro no Centro de Convenções de Pernambuco. É oportunidade para negociar direto com fornecedor e fechar condição especial de compra para o quarto trimestre antes da alta sazonal de fim de ano.
Fonte: FICONS (agosto/2026)O INCC-M subiu 0,62% em julho e acumula 6,40% em 12 meses, dentro da faixa projetada de 6% a 7% para o ano. O índice, que responde por 10% do IGP-M, segue puxado por insumo e mão de obra mais caros — reforça a necessidade de reajuste de tabela de preço no atacado e contratos de obra.
Fonte: FGV / Mobills (agosto/2026)A moeda americana opera em leve queda, refletindo recuo do petróleo e expectativa positiva do Boletim Focus, que reduziu a projeção de inflação para 2026. Câmbio mais estável ajuda a segurar o custo de ferramenta importada e insumo atrelado a dólar, como resina e componente elétrico.
Fonte: Remessa Online (agosto/2026)Negocie condição de estoque com a Selic mais baixa. Com o quarto corte seguido, capital de giro ficou mais barato. Use a folga para negociar lote maior de cimento e aço antes da alta sazonal do período seco se intensificar.
Monitore a movimentação de Telhanorte e C&C na sua região. Troca de controle acionário costuma abrir espaço para ganhar cliente e recrutar vendedor experiente que fica disponível durante a transição.
Revise o mix de tintas na loja. Com o setor crescendo 6% em volume, o maior avanço em dez anos, vale ampliar variedade de marca e cor e destacar a categoria na entrada da loja.
Reforce estoque de giro rápido em acabamento. O crescimento de julho no varejo veio de reforma e manutenção, não de obra nova. Priorize reposição de tinta, hidráulica, elétrica e pequenos reparos.
Avalie participação na FICONS 2026, em setembro. Negocie agenda de reunião com fornecedor antes da feira para já chegar em Recife com condição de compra pré-fechada para o quarto trimestre.
Cliente que compra cimento, argamassa ou material elétrico raramente já decidiu a tinta — e essa venda costuma ficar para depois, com o concorrente. Ofereça amostra de cor na hora e feche o combo completo. Com o setor de tintas em alta, é a categoria mais fácil de aumentar o tíquete médio sem esforço extra.