
Bom dia, pessoal. A semana começa com uma notícia boa: o custo da obra parou de correr. O IBGE mostrou que o SINAPI subiu só 0,31% em julho, menos da metade do 0,88% de junho, com o material desacelerando de vez. Depois de um semestre inteiro repassando aumento, a gente ganha fôlego para trabalhar preço e margem com mais calma. O recado do dia é aproveitar essa trégua de custo para revisar a prateleira, fechar a reforma que o cliente vinha adiando e reforçar o que sustenta o balcão hoje: reforma, manutenção e serviço. Custo cedendo, dólar comportado e indústria reabastecendo — é hora de vender com inteligência, não de esperar.
O dado que abre a semana é o alívio no custo de construir. O SINAPI, índice que o IBGE apura em parceria com a Caixa, variou 0,31% em julho, uma desaceleração de 0,57 ponto sobre junho, e a parcela de materiais avançou apenas 0,23%. No acumulado de doze meses o índice caiu para 5,25%, abaixo dos 5,34% da leitura anterior. Com o dólar em torno de R$ 5,08 e a inflação cedendo, o custo de reposição finalmente dá uma trégua ao lojista.
Do lado da demanda, o setor entra na segunda metade do ano com leitura mais favorável. A indústria de materiais voltou a crescer em junho — faturamento 1,9% acima de maio já com ajuste sazonal — e os segmentos de material básico, os que acompanham de perto o ritmo da obra, puxam a reação. No varejo, o material de construção subiu 2,30% em julho sobre o ano passado, embora o acumulado de doze meses ainda esteja negativo em 1,20%; a ANAMACO fala em novo ciclo, sustentado por reforma, manutenção e pequena obra.
Na concorrência, a Leroy Merlin, líder isolada com R$ 8,1 bilhões, aposta em serviço e reforma completa para chegar a R$ 10 bilhões — sinal de que a disputa migra do produto para a solução. Aqui em Minas o ritmo é mais lento: o PIB da construção mineira caiu 3,7% no primeiro trimestre, contra alta de 1,3% no Brasil, e o custo por metro quadrado no estado já acumula 7,1% em doze meses. E, lá fora, o Fed decide juros nos dias 28 e 29 com discurso duro contra a inflação, o que pode devolver pressão ao dólar a qualquer momento.
O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) variou 0,31% em julho, menos da metade dos 0,88% de junho, segundo o IBGE. Os materiais subiram apenas 0,23% e o custo nacional por metro quadrado chegou a R$ 1.848,39, sendo R$ 1.058,77 de material e R$ 789,62 de mão de obra. No acumulado de doze meses, o índice recuou para 5,25%. Para o lojista, é a primeira folga de custo em meses: dá para rever tabela, renegociar com a indústria e usar preço competitivo para puxar o cliente que estava segurando a compra.
Fonte: IBGE / Agência de Notícias (julho/2026)O varejo de material de construção subiu 2,30% em julho na comparação anual, e o varejo ampliado deve avançar perto de 4,9% no mês — embora o acumulado de doze meses do setor siga negativo em 1,20%, sinal de recuperação ainda em curso. A ANAMACO, que representa um setor de 160,6 mil lojas e R$ 238,9 bilhões em faturamento, projeta um novo ciclo apoiado em reforma, manutenção e pequenas obras. O momento pede foco no que já está girando: o cliente da reforma é o que sustenta o caixa agora.
Fonte: Mercado&Consumo / ANAMACO (julho/2026)Líder isolada do varejo de construção, com cerca de R$ 8,1 bilhões, a Leroy Merlin está investindo em serviços de instalação e reforma completa para chegar a R$ 10 bilhões — quer vender a solução, não só o produto. Atrás dela vêm a Telhanorte, com R$ 2,3 bilhões, a C&C, com R$ 1,8 bilhão, e as regionais Cassol e Balaroti. O recado para a rede independente é claro: onde a gente compete de igual para igual é no atendimento próximo, na entrega rápida e na orientação técnica que o cliente não encontra no autosserviço gigante.
Fonte: Exame (julho/2026)O banco central americano se reúne nesta terça e quarta com a taxa em 3,50% a 3,75% e um tom cada vez mais preocupado com a inflação, que voltou a rodar acima do esperado nos EUA. Dirigentes já falam em risco maior de preço do que de emprego, o que reduz a chance de corte e pode fortalecer o dólar lá fora. Para a loja, dólar mais firme significa custo em alta para ferramenta elétrica, revestimento e acessório importado. Se há compra de importado no radar, a janela com o real a R$ 5,08 é agora.
Fonte: Investing / Reuters (julho/2026)Depois de um primeiro semestre em queda, a indústria de materiais de construção voltou a crescer em junho: o faturamento subiu 1,9% sobre maio já com ajuste sazonal e ficou estável na comparação anual. Quem lidera a reação são os materiais básicos — cimento, argamassa, blocos, vergalhão —, que acompanham de perto o ritmo do canteiro. Fábrica reabastecendo é oportunidade de negociar volume e condição na próxima compra; não deixe faltar o item de giro rápido enquanto a demanda ensaia a virada.
Fonte: Abramat / MT Econômico (julho/2026)A construção civil em Minas começou 2026 mais devagar que o país: o PIB do setor no estado caiu 3,7% no primeiro trimestre, contra alta de 1,3% no Brasil, segundo o Sinduscon-MG. O custo por metro quadrado no estado subiu para cerca de R$ 1.834, com alta de 7,1% em doze meses, e a expectativa é que a recuperação do mercado imobiliário venha antes da retomada da obra. Para a nossa rede, mineira de origem, o caminho é intensificar o relacionamento com o profissional de obra e capturar a reforma e a pequena obra, que seguram o movimento enquanto a construção nova não engata.
Fonte: Diário do Comércio / Sinduscon-MG (julho/2026)Quando o cliente disser que "está tudo caro" e quiser adiar, mostre o outro lado: o custo da obra desacelerou forte em julho — o SINAPI subiu menos da metade do mês anterior. Ou seja, esperar não vai deixar mais barato, e o material básico já está reagindo. Traga o cliente para fechar a reforma agora, com preço comportado, e ofereça o combo completo em vez do item avulso. Custo em trégua é argumento de venda: quem decide hoje trava o melhor preço da temporada.