Bom dia, pessoal. A semana fecha com o vento mudando de lado a favor da demanda. O Minha Casa Minha Vida ganhou o maior orçamento da história, R$ 208 bilhões, o dólar recuou para a casa de R$ 5,14 depois de furar os R$ 5,20 no início do mês e a prévia da inflação desacelerou. Ou seja, entra dinheiro novo na praça e o custo do importado dá uma trégua. Hoje é dia de preparar a loja para capturar o cliente que volta com crédito habitacional na mão: sortimento de reforma na frente, preço de importado revisto para baixo e time treinado para fechar a obra inteira, não o item avulso.
A força que abre o dia é a demanda habitacional ganhando combustível. O Minha Casa Minha Vida passou a contar com um orçamento recorde de R$ 208 bilhões, sendo R$ 142,1 bilhões do FGTS mais aportes do Fundo Social, e consolidou a nova Faixa 4, que atende famílias com renda de R$ 9.600 a R$ 13.000 com juros entre 10% e 10,5% ao ano. Para as Faixas 1 e 2, o subsídio pode chegar a R$ 55 mil. Traduzindo para o balcão: mais gente com casa própria e reforma no radar ao longo do segundo semestre.
A segunda força é o alívio no custo do dinheiro e do câmbio. O dólar recuou para cerca de R$ 5,14, revertendo o pico de R$ 5,21 do início de julho, o IPCA-15 desacelerou para 0,41% em junho (4,8% em 12 meses) e o petróleo Brent segue abaixo de US$ 75. É janela para rever o preço do importado para baixo e renegociar insumo derivado de petróleo. A ressalva continua sendo a mão de obra: o INCC-M subiu 0,85% em junho, ou seja, o material alivia, mas o serviço não.
A terceira força é uma recuperação real, porém frágil. O Índice Abramat mostra a indústria de materiais reagindo em maio, com faturamento 0,8% acima de abril puxado pelos materiais básicos, mas o acumulado do ano ainda cai 3,7% e a entidade acende o alerta de que o Reforma Casa Brasil roda abaixo do esperado. Com o Boletim Focus vendo a Selic parar perto de 14% no fim de 2026 e o próximo Copom só no fim de julho, o juro cede devagar. Recuperação existe, mas quem ganha o segundo semestre é quem trabalha giro, serviço e acabamento, não aposta em enxurrada de volume.
O programa habitacional passou a operar com verba histórica de R$ 208 bilhões, combinando R$ 142,1 bilhões do FGTS, subsídios ampliados e aportes do Fundo Social. Além da nova Faixa 4 (renda de R$ 9.600 a R$ 13.000, juros de 10% a 10,5% ao ano), as Faixas 1 e 2 podem receber subsídio de até R$ 55 mil. Para o lojista, cada imóvel entregue ou financiado vira, meses depois, cliente de revestimento, louça, metais e tinta no balcão. Vale montar um atendimento que oriente o cliente sobre faixas e subsídios.
Fonte: Forbes Real Estate / Ministério das Cidades (julho/2026)O Índice Abramat apontou faturamento deflacionado 0,8% acima de abril em maio, puxado pelos materiais básicos (+1,6%), enquanto o acabamento ficou estável. O acumulado do ano, porém, ainda recua 3,7%, e a entidade sinaliza que o desempenho do crédito de reforma popular veio abaixo do previsto, ao lado de pressões de custo na cadeia. O recado é de recuperação gradual: reponha os básicos que voltaram a girar, mas sem inchar estoque contando com uma retomada que ainda não se firmou.
Fonte: Índice Abramat / Revista Construa (junho–julho/2026)O Termômetro do Varejo da Construção, da Anamaco em parceria com a Juntos Somos Mais, mostra o setor mantendo a trajetória de recuperação, com a maioria dos lojistas esperando crescimento nas vendas nos próximos três meses. Revestimento cerâmico e materiais para pintura aparecem como as categorias de maior otimismo. Para a rede, o sinal é claro: dar frente de loja ao acabamento e à tinta, justamente as categorias de maior margem e giro recorrente, é a aposta certa para o segundo semestre.
Fonte: Anamaco / Juntos Somos Mais (julho/2026)Depois de furar os R$ 5,20 no início de julho, a moeda americana devolveu parte da alta e voltou para a casa de R$ 5,14, oscilando entre R$ 5,15 e R$ 5,21 na semana. Para o varejo de construção, é o momento de rever preço de compra e prateleira de ferramenta elétrica, revestimento importado, fechaduras e itens dolarizados. A queda do câmbio é folga de margem, não desconto automático: recomponha o que ficou defasado no pico e repasse a baixa com disciplina.
Fonte: Investidor10 / Dólar Hoje (julho/2026)A prévia oficial da inflação subiu 0,41% em junho, ante 0,62% em maio, com o acumulado de 12 meses em 4,8%. A pressão veio de Alimentação (0,74%) e Habitação (0,72%), mas o ritmo mais fraco confirma alívio na ponta. Para a loja, inflação cedendo dá previsibilidade para planejar compra e preço; o cliente sente menos aperto no orçamento e volta a considerar a reforma que estava adiando.
Fonte: IBGE / CNN Brasil (junho/2026)O mercado projeta a Selic encerrando 2026 ao redor de 14%, com o IPCA esperado em 5,33% e o PIB perto de 2%. Com a taxa em 14,25% e a próxima reunião do Copom marcada para o fim de julho, o juro segue cedendo devagar. Tradução para o caixa: financiamento imobiliário ainda travado e capital de giro caro. Planeje estoque e compras contando com crédito apertado até o próximo corte.
Fonte: Banco Central / InfoMoney (julho/2026)Monte um atendimento Minha Casa Minha Vida na loja. Com o orçamento recorde de R$ 208 bi e a nova Faixa 4, treine dois vendedores para explicar faixas, juros e subsídios de até R$ 55 mil. Quem orienta o cliente do financiamento sai com a venda de acabamento fechada meses depois.
Revise o preço do importado para baixo agora. Com o dólar recuando para R$ 5,14, faça varredura em ferramenta elétrica, revestimento e fechaduras. Recomponha a margem que apertou no pico e repasse a queda com disciplina, sem doar resultado.
Renegocie PVC, tinta e derivados de petróleo. Com o Brent abaixo de US$ 75 e a inflação cedendo, chame a indústria para revisar tabela. Puxe preço ou prazo antes que a tabela seja recomposta; quem pede, recebe.
Prepare a loja para a temporada de pintura do inverno. O tempo seco de julho é o melhor da rota para pintar, e a tinta lidera a expectativa dos lojistas. Dê frente de loja a tinta, massa, lixa, fita e rolo, monte kit de pintura por ambiente e treine o time a oferecer o combo completo.
Trabalhe giro e serviço, não aposta de volume. A indústria reage devagar e o juro segue alto. Reponha os básicos que voltaram a girar em lotes menores, evite estoque parado e agregue instalação para elevar o tíquete sem depender de mais fluxo.
Julho é o mês da obra parada esperando o sol, e o inverno seco é a melhor janela do ano para pintar: a tinta cura mais rápido e sem bolha. Quando o cliente entrar atrás de qualquer item, pergunte se ele não vai aproveitar o tempo firme para renovar a pintura. Ofereça o kit completo, tinta, massa corrida, lixa, fita crepe e rolo, numa venda só. É acabamento de margem alta, giro rápido e a estação jogando a favor. Uma frase resolve: "Com esse tempo seco, é a hora certa de pintar, quer deixar tudo separado com o preço de hoje?"