
Bom dia, pessoal. Tem cheiro de virada no ar. A indústria de materiais voltou a vender depois de nove meses no vermelho, o Reforma Casa Brasil agora financia até R$ 50 mil por família a 0,99% ao mês, e o petróleo despencou com a reabertura do Estreito de Ormuz, o que tende a aliviar PVC e tinta nas próximas semanas. Não é euforia, é janela. Quem ajustar prateleira, reabastecer básico e refazer a conta do crédito com o cliente hoje sai na frente quando a demanda encorpar.
O dia abre com crédito mais largo na mão do cliente. O Reforma Casa Brasil foi turbinado: o teto de financiamento subiu para R$ 50 mil, o limite de renda familiar passou de R$ 9.600 para R$ 13 mil, a taxa caiu para 0,99% ao mês e o prazo foi esticado para 72 meses, com o FGHab entrando como garantia. O Fundo Social ganhou reforço de R$ 20 bilhões, levando o total destinado à habitação para cerca de R$ 60 bilhões. Na ponta, o crediário para reforma já cresce 20% no ano, com o cartão parcelado liderando o pagamento.
Do lado do custo, o quadro é de pressão com alívio chegando. O INCC-M acumula 6,82% em 12 meses, o maior nível desde 2022, puxado por mão de obra e por aço e cimento ainda firmes. Mas o petróleo virou a chave: com a reabertura do Estreito de Ormuz e o acordo EUA-Irã, o Brent caiu abaixo de US$ 75 e o mercado já vê superávit de oferta à frente. Derivados de petróleo, como tubos e conexões de PVC, tintas e selantes, tendem a desafogar nas próximas semanas, e isso é munição para negociar com a indústria.
No setor, a maré começou a girar. A Abramat registrou a primeira alta de vendas após nove meses de queda e mantém projeção de crescimento de 1,9% no faturamento de 2026, ajudada pelo corte da Selic a 14,25%. A concorrência também acelera: a Obramax abre três lojas no Rio e mira 30 unidades até o fim do ano. E, no pano de fundo, a reforma tributária entra em fase de teste com a nova instrução normativa da Receita, exigindo que a loja já comece a arrumar a casa fiscal.
O programa de crédito para reforma foi ampliado em 2026: o teto de financiamento passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil, o limite de renda familiar subiu para R$ 13 mil, a taxa caiu para 0,99% ao mês (custo total) e o prazo foi esticado de 60 para 72 meses, com o FGHab como garantia. Para o lojista, é tíquete de reforma maior e mais famílias elegíveis: a reforma que antes parava no piso agora cabe telhado, elétrica, hidráulica e ampliação no mesmo contrato.
Fonte: Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal (junho/2026)As vendas de materiais de construção subiram 1,6% na comparação anual e 3,1% sobre o mês anterior, o primeiro resultado positivo depois de nove meses consecutivos de retração. O avanço foi puxado por materiais básicos (+2,5%), enquanto acabamento ficou quase de lado (+0,2%). A Abramat mantém projeção de alta de 1,9% no faturamento em 2026, mas trata o dado como recuperação parcial, ainda sem caracterizar tendência consolidada. Recado pro varejo: reabastecer básico de giro rápido antes da demanda encorpar.
Fonte: Abramat / Times Brasil (junho/2026)Levantamento aponta crescimento de 20% nas operações de crédito para materiais de construção em 2026 frente ao ano anterior, mesmo com o custo da obra em alta. Cerca de um terço dos brasileiros planeja reformar, e o cartão de crédito parcelado segue como forma de pagamento dominante. Para a loja, o sinal é claro: quem estrutura crediário, parcelamento sem juros e oferta de financiamento no caixa captura a venda que o cliente faria fatiada e em outro ponto.
Fonte: Top One Financeira / Agita Brasil (junho/2026)A Obramax inaugura três lojas no Rio de Janeiro (Guadalupe, Duque de Caxias e Mesquita), com aporte de R$ 400 milhões, dentro de um plano de mais de R$ 4 bilhões para chegar a 30 unidades até o fim de 2026. O atacarejo de construção avança forte e a disputa por preço e sortimento aperta. A resposta do lojista de bairro é onde ele ganha: proximidade, atendimento técnico, crédito orientado e entrega rápida, que o galpão de atacado não entrega com a mesma mão.
Fonte: Diário do Rio / Mercado&Consumo (junho/2026)A Receita Federal publicou em 19 de junho a Instrução Normativa RFB nº 2.329/2026, ajustando regras da reforma tributária. Em 2026, CBS e IBS já incidem em alíquotas de teste sobre empresas fora do Simples Nacional, e operações com imóveis terão alíquota reduzida em 50%, com isonomia entre obra moldada no canteiro e industrializada. Para a loja, o recado é começar agora a arrumar a casa fiscal: emissão de nota, rastreio de crédito e apuração por operação, antes que a fase cheia chegue em 2027.
Fonte: Receita Federal / TOTVS (junho/2026)Com o acordo entre EUA e Irã e a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, o mercado de petróleo passou de aperto a excesso de oferta: o Brent recuou mais de 4% e fechou a US$ 73,74, com o Citi projetando US$ 60 a US$ 65 até o início de 2027. Para o varejo de construção, é a primeira boa notícia em meses no custo de derivados de petróleo, tubos e conexões de PVC, tintas, espumas e selantes. Momento de renegociar tabela com a indústria e não repassar alta que já está saindo de cena.
Fonte: ADVFN / Citi (junho/2026)Muita gente ainda acha que o crédito de reforma "dá só pra trocar o piso". Não dá mais. Com teto a R$ 50 mil, 72 meses e 0,99% ao mês, pegue uma calculadora e mostre: dá pra fazer telhado, elétrica, hidráulica e ampliação num único financiamento, com parcela que cabe no orçamento. Treine o time a transformar o "vim ver o preço do cimento" em um projeto completo simulado ali no balcão. É assim que o tíquete dobra sem empurrar nada.