Bom dia, pessoal. Hoje o assunto é a classe média entrando na loja com crédito na mão. O Minha Casa, Minha Vida Faixa 4 já passou de 30 mil financiamentos e mira 3 milhões de moradias no ano, o financiamento imobiliário deve crescer 16% em 2026 e as regras novas da poupança liberam quase R$ 37 bilhões para habitação. É demanda formando fila. Quem organizar a loja para atender quem vai construir e reformar com imóvel financiado captura esse cliente antes do concorrente — e com tíquete maior.
O dia abre com o crédito habitacional destravando para a classe média. O Minha Casa, Minha Vida Classe Média (Faixa 4), lançado há um ano para renda de R$ 8 mil a R$ 12 mil, já soma mais de 30 mil financiamentos e o programa projeta encerrar 2026 com 3 milhões de moradias contratadas. Some a isso a projeção da Abecip de 16% de alta no financiamento imobiliário neste ano e fica claro que existe uma onda de obra e reforma se formando, puxada por um comprador que entra na loja com poder de compra estruturado.
Do lado do custo, a pressão muda de endereço, mas não desaparece. Depois do cimento e do aço, agora é a vez do PVC e das resinas: a Tigre reajustou em 16% todo o portfólio de tubos e conexões e o segmento de plásticos acumula altas de até 35%, empurradas pelo petróleo e pela tensão no Estreito de Ormuz. Em paralelo, a indústria de tintas roda aquecida, com vendas em alta e reforma sustentando a demanda por acabamento — categoria de margem boa que merece espaço nobre na prateleira.
No tabuleiro da concorrência, a consolidação regional segue firme. A Balaroti, maior home center do Sul, abriu novas lojas em Londrina e Cascavel e já opera 34 unidades entre Paraná e Santa Catarina, mostrando que o avanço dos grandes players não se limita às capitais. O setor cresce no emprego e na confiança, mas juros ainda altos cobram disciplina de preço e de estoque. A força do dia é proximidade com serviço: atender melhor o cliente financiado, perto de casa, é o que separa quem ganha participação de quem só observa.
A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, voltada a famílias com renda de R$ 8 mil a R$ 12 mil e imóveis de até R$ 600 mil, já realizou mais de 30 mil financiamentos desde o lançamento e o programa projeta fechar 2026 com 3 milhões de moradias contratadas. Para o lojista, é o cliente de maior poder de compra entrando na obra: vale montar uma vitrine de acabamento e revestimento de padrão médio-alto e treinar o time para conversar com quem comprou imóvel novo e vai equipar a casa do zero.
Fonte: Casa Civil e Ministério das Cidades (junho/2026)O setor de tintas imobiliárias mantém trajetória de crescimento, com vendas em alta no semestre puxadas por reforma residencial e novos lançamentos. Tinta é a categoria que fecha a obra e tem giro recorrente: o cliente volta para retoque, muda de cor e leva acessório junto (rolo, fita, massa, lixa). A recomendação é não deixar a seção de tintas no fundo da loja — coloque cartela de cores na entrada, ofereça teste de cor e venda o combo completo de pintura, não só a lata.
Fonte: Revista Anamaco / setor de tintas (junho/2026)A Balaroti, maior home center do Sul do país, inaugurou novas unidades em Londrina e Cascavel e chega a 34 lojas em Paraná e Santa Catarina, reforçando que a expansão dos grandes formatos avança também para cidades médias do interior. O recado para a rede é olhar o raio de cada loja: onde um home center grande se aproxima, o diferencial deixa de ser preço de tabela e passa a ser entrega rápida, crédito próprio, relacionamento com o profissional da obra e atendimento que o formato gigante não entrega.
Fonte: Gazeta do Povo / Blog Londrina (junho/2026)A Abecip projeta alta de 16% no volume de financiamento imobiliário em 2026, depois de avanço de 3% em 2025. É a confirmação de que o crédito para morar volta a girar, e crédito para comprar imóvel vira, semanas depois, demanda por material de obra e reforma. Para o varejo, o sinal é de fundo de poço ficando para trás: vale planejar estoque de categorias de acabamento e instalação para a segunda metade do ano, quando o efeito do crédito chega ao balcão.
Fonte: Abecip / Valor Econômico (junho/2026)As mudanças nas regras do SBPE e do SFH permitem descontar até 5% dos compulsórios quando usados em financiamento imobiliário, liberando cerca de R$ 36,9 bilhões para o crédito habitacional, enquanto o FGTS passa a ser aceito na compra de imóveis de até R$ 2,25 milhões. Na prática, mais gente da classe média se qualifica para financiar — e o que sai do banco como financiamento entra na loja, semanas depois, como pedido de piso, louça, metal, tinta e elétrica.
Fonte: Banco Central / SBPE-SFH (junho/2026)A Tigre aplicou reajuste de 16% em todo o portfólio de tubos e conexões, e o segmento de plásticos acumula altas de até 35% no ano, pressionado pelo preço internacional do petróleo e pela tensão no Estreito de Ormuz, que encarece a resina de PVC na origem. Hidráulica é item de obra que não espera, então o repasse precisa ser firme e semanal: confira a tabela das principais marcas, ajuste a margem do tubo avulso e proteja o giro do que mais sai no balcão.
Fonte: O Antagonista / Jornal da Construção Civil (junho/2026)O cliente da classe média que comprou imóvel pelo Minha Casa Faixa 4 ou pelo financiamento da poupança chega com a casa vazia e pressa para morar. Em vez de vender só o item que ele pediu, pergunte em que fase está a obra e ofereça a lista completa daquela etapa: piso e rejunte, louça e metal do banheiro, tinta da sala, ponto de elétrica. Esse cliente não quer voltar cinco vezes — quer resolver de uma vez. Quem enxerga a casa inteira, e não o produto avulso, fecha um carrinho muito maior.