Bom dia, pessoal. O tabuleiro do varejo de construção está se reorganizando: a Saint-Gobain fechou a venda da Telhanorte e sai da distribuição no Brasil. Quando os grandes recuam ou trocam de dono, quem ganha é a loja de bairro que conhece o cliente pelo nome. Nosso diferencial nunca foi o preço de catálogo, é a relação e a solução completa — inclusive ajudar o cliente sem crédito caro a pagar a reforma com consórcio. Hoje é dia de lembrar o time disso.
O dia começa com movimento estrutural no varejo: a Saint-Gobain concluiu a venda da Telhanorte para a gestora Tauá Partners, encerrando de vez sua operação de distribuição no país após já ter repassado a Tumelero no fim de 2025. São 27 lojas e cerca de 1.650 funcionários mudando de mãos. O recado para a rede independente é claro — a crise de rentabilidade dos grandes formatos abre espaço para quem opera enxuto, perto do cliente e com giro disciplinado.
No crédito, o aperto dos juros segue empurrando o consumidor para alternativas. O consórcio imobiliário cresceu 48% em 2025 e a ABAC projeta mais 25% de avanço no segmento de imóveis em 2026. Cada vez mais gente entra na loja com carta de consórcio contemplada para reformar ou ampliar, e não com financiamento bancário. A loja que entende esse fluxo de pagamento fecha a venda do acabamento inteiro.
No macro, o dólar segue ancorado perto de R$ 5,06 e o Copom decide a Selic amanhã (17/06), com o mercado precificando um corte para 14,25%. Enquanto isso, o custo de obra não dá trégua: o SINAPI mostra o metro quadrado nacional em R$ 1.946, com material respondendo por mais da metade. Quem precifica serviço e orçamento com base nesse número defende a margem; quem chuta, perde dinheiro.
A dona da Quartzolit assinou acordo para repassar a Telhanorte — 27 lojas, centro logístico e cerca de €180 milhões em vendas em 2025 — à gestora Tauá Partners, com fechamento previsto para o fim do primeiro semestre. É o ponto final na saída do grupo francês do balcão brasileiro. Para o lojista independente, a leitura é direta: rede grande em transição significa cliente e profissional de obra procurando novo fornecedor de confiança. Hora de capturar essa migração com atendimento e crédito de loja.
Fonte: Seu Dinheiro / InfoMoney / Acessa.com (maio e junho/2026)O consórcio imobiliário cresceu 48,4% em 2025 e fechou o início de 2026 com 12,78 milhões de consorciados ativos; a ABAC projeta mais 25% de avanço no segmento neste ano. Com financiamento caro, o cliente troca o crédito bancário pela carta contemplada para reformar, ampliar e construir. O lojista que pergunta "você tem consórcio?" e monta orçamento já no formato da carta transforma uma consulta de prateleira em venda de projeto completo.
Fonte: ABAC / Gruppi / Revista Apólice (janeiro a junho/2026)A Anfacer divulgou o Portfólio 2026 reforçando que o Brasil produz cerca de 820 milhões de m² de revestimentos por ano, um setor de R$ 22 bilhões e o 2º maior do planeta, atrás só da China — com projeção de crescimento de produção e consumo nos próximos cinco anos. Para a loja, revestimento e porcelanato são o item de maior margem do mix de acabamento. Vale destacar exposição, oferecer assentamento como serviço e treinar o vendedor para subir o padrão da venda.
Fonte: Anfacer / Revista Anamaco (junho/2026)O Light Steel Frame avançou cerca de 60% no Brasil nos últimos anos e, em 2026, bancos passaram a oferecer linhas de financiamento específicas para o sistema. Estudo da McKinsey aponta que industrializar a obra reduz prazo em até 50% e custo operacional em 20% frente à alvenaria. A onda chega ao balcão na forma de demanda por perfis galvanizados, placas cimentícias, parafusos e isolamento. A loja que monta um cantinho de "obra seca" entra cedo numa categoria que vai crescer com a escassez de mão de obra.
Fonte: ABCEM / Terra / Núcleo Construção (junho/2026)O Governo de Minas confirmou mais de R$ 400 milhões em obras e projetos rodoviários no Centro-Oeste do estado (13/06) e quase R$ 200 milhões no Sudoeste (10/06), com recursos da privatização da Copasa e execução nos próximos cinco anos. Canteiro novo significa moradia de trabalhador, reforma rápida e consumo diário de obra nas cidades-sede. Lojas Construai próximas desses corredores devem procurar as empreiteiras agora e oferecer convênio de fornecimento de EPI, ferramenta e material de apoio.
Fonte: Agência Minas Gerais (10 e 13 de junho/2026)Capture o cliente da Telhanorte e dos grandes em transição. Reforce atendimento, prazo de entrega e crédito de loja nas regiões onde a concorrência grande está se reorganizando. Cliente inseguro com fornecedor troca por quem dá segurança e proximidade.
Treine o time a perguntar "você tem consórcio?". Com a carta contemplada em alta, o vendedor deve montar o orçamento já no formato do consórcio e fechar o acabamento inteiro, não só o item que o cliente veio buscar.
Reveja o orçamento de obra pelo SINAPI de R$ 1.946/m². Quem vende kit ou faz orçamento de serviço precisa precificar com o custo atualizado. Defenda a margem com número de referência, não com chute de balcão.
Monte um espaço de "obra seca" e acabamento de alto padrão. Exponha perfis de Light Steel Frame, placas cimentícias e uma parede de porcelanato. São as categorias que mais crescem em margem e em demanda profissional.
Ligue para as empreiteiras das obras de Minas. Com mais de R$ 600 milhões anunciados em rodovias esta semana, ofereça convênio de fornecimento de EPI, ferramenta e consumo diário às lojas próximas dos canteiros.
Quando uma rede grande troca de dono ou fecha unidade na sua região, o cliente fiel fica órfão de fornecedor. Mande o time mapear quem comprava lá — construtor, profissional de obra, condomínio — e faça uma oferta de boas-vindas: cadastro no programa de fidelidade, condição de primeira compra e entrega prioritária. Mudança de mercado é a hora de ganhar participação, não de assistir.