A força do dia vem das matérias-primas metálicas. O cobre saltou para a casa dos US$ 13 mil por tonelada na Bolsa de Metais de Londres, valorização de mais de 40% em doze meses, puxada por demanda global de eletrificação e oferta apertada. Como o metal é cotado em dólar e boa parte do isolamento dos cabos também é importada, o repasse cambial é quase automático: fio, cabo, eletroduto metálico e conexão de cobre são os próximos itens a pesar na margem da loja. Quem revisa a seção elétrica antes do próximo pedido sai na frente.
No macro setorial, o sinal é de freio. A CBIC cortou a projeção de crescimento do PIB da construção em 2026 de 2% para 1,2%, citando juros ainda altos, custos pressionados e incerteza externa. As vendas de material de construção começaram o ano em queda, recuando entre 3% e 5% no primeiro quadrimestre na comparação anual, e a Grande BH sentiu o freio. O recado é claro: 2026 é ano de disputar participação no cliente que já está na loja, não de contar com mercado em expansão.
No crédito, todas as atenções estão no Copom, que se reúne amanhã e na quarta. A Selic está em 14,5% e o mercado aposta em corte de 0,25 ponto, para 14,25%, mas a inflação projetada acima do teto da meta mantém o Banco Central cauteloso. Some-se a isso o avanço da PEC do fim da escala 6x1 no Senado, que pode elevar o custo de mão de obra, e o quadro do semestre fica nítido: margem apertada, custo subindo por vários lados e a venda consultiva como diferencial que sustenta o ponto.
A tonelada de cobre alcançou a faixa de US$ 13 mil na Bolsa de Metais de Londres, alta superior a 40% em doze meses, contra cerca de US$ 9 mil um ano atrás. Como o metal é a base de fios, cabos, disjuntores, tubos e conexões, e é cotado em dólar com cláusula de reajuste cambial, o repasse para o varejo é rápido. A elétrica, que costuma passar despercebida na revisão de preço, vira o próximo ponto de atenção: confira custo de reposição marca a marca antes do cliente comparar.
Fonte: Blog do IBRE — FGV / O Setor Elétrico (junho/2026)As vendas de material de construção caíram entre 3% e 5% no primeiro quadrimestre de 2026 ante o mesmo período do ano passado, segundo levantamento setorial, com a produção de insumos típicos recuando 6,9% e o volume de vendas em 5,5% no primeiro bimestre. Na Grande BH, comerciantes relatam fluxo mais fraco e tíquete sob pressão. O cenário reforça que crescimento, em 2026, virá de atendimento consultivo, mix de acabamento e fidelização — não de mercado aquecido.
Fonte: Diário do Comércio / Anamaco (junho/2026)Os destaques de revestimento para 2026 são o porcelanato que imita madeira, o efeito cimento queimado de estilo industrial e o resgate de mosaicos e cerâmicas regionais. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de revestimentos cerâmicos, com polos em SC, SP e MG, o que garante preço competitivo e pronta entrega. Para a loja, é a deixa para montar uma vitrine de acabamento premium: quem está reformando troca o piso e a parede de uma vez e fecha tíquete maior.
Fonte: Biancogres / Papo Obra (junho/2026)A Câmara Brasileira da Indústria da Construção reduziu a previsão de crescimento do setor em 2026 de 2% para 1,2%, terceiro ano consecutivo de alta, porém mais fraco. A revisão reflete juros ainda altos, custos pressionados e expectativas de inflação elevadas com a incerteza no Oriente Médio. Para o varejo, confirma o roteiro do ano: menos obra nova, mais reforma e manutenção, e disciplina total na gestão de estoque e margem.
Fonte: CBIC / InfoMoney (junho/2026)Após aprovação na Câmara em dois turnos, o Senado passa a analisar a PEC que acaba com a escala 6x1 e fixa jornada máxima de 40 horas em cinco dias, com transição de até 14 meses. Estudo do Ipea estima que a mudança elevaria o custo médio da mão de obra em cerca de 8%, com impacto menor sobre o custo total em comércio e indústria. Para o lojista, é hora de simular a escala da equipe e o efeito na folha antes que a regra valha.
Fonte: Senado Notícias / CNN Brasil / Ipea (junho/2026)O Comitê de Política Monetária se reúne nesta terça e quarta e a maioria dos analistas projeta corte de 0,25 ponto, levando a Selic de 14,5% para 14,25%. A inflação ainda acima do teto da meta, porém, mantém o Banco Central de porta aberta, sem sinalizar um ciclo agressivo de queda. Para a loja, o financiamento longo segue caro no curto prazo, mas qualquer alívio nos juros tende a destravar primeiro o crédito de reforma, o filão do momento.
Fonte: Investidor10 / Adriano Freire — Finanças (junho/2026)Quando o cliente pedir "um rolo de fio", pergunte para qual cômodo e para que carga. Com o cobre em alta, errar a bitola sai caro para os dois e gera troca. Oriente a escolha certa e ofereça o conjunto: fio na seção correta, disjuntor, tomada, eletroduto e fita. O cliente resolve o circuito de uma vez, você protege a margem da elétrica e ainda evita o retorno por compra incompleta.