A força do dia é custo. O INCC-M fechou junho em 0,96%, a maior variação mensal de 2026, com mão de obra subindo 2,12% no mês e o índice acumulando 7,19% em 12 meses. No varejo ao consumidor, o IPCA-15 de maio veio a 0,62% e o grupo Habitação subiu 1,03%, acima da média — sinal de que material, energia e serviço de casa seguem pressionando o bolso de quem reforma. Reposição mais cara é a regra: produto de giro rápido não pode ficar parado no estoque.
No crédito, o cenário é de cautela. O Copom se reúne nos dias 16 e 17 e o mercado, pelo Focus, ainda aposta em corte de 0,25 ponto, levando a Selic de 14,5% para 14,25%. Mas a inflação projetada acima do teto da meta deixa o Banco Central de "porta aberta", sem compromisso com novos cortes. Para a loja, isso significa que o financiamento longo continua caro e o filão do semestre segue sendo reforma e manutenção, não obra nova.
Do lado da oportunidade, há alívio e digitalização. O petróleo Brent recuou para cerca de US$ 86 com a expectativa de acordo entre EUA e Irã, o que segura o custo de derivados como PVC e tintas. E o marketplace B2B Juntos Somos Mais — joint venture de Votorantim, Tigre e Gerdau — caminha para movimentar R$ 11 bilhões em 2026, mostrando que a reposição inteligente do lojista cada vez mais passa pelo digital. Quem usa a frente fria que chega ao Sul e Sudeste para girar telha, calha e impermeabilizante fecha a semana no azul.
O Índice Nacional de Custo da Construção subiu 0,96% em junho, quase quadruplicando os 0,26% de maio. O salto veio da mão de obra, que avançou 2,12% no mês, enquanto materiais e equipamentos viraram para alta de 0,06%. Em 12 meses, o índice acumula 7,19%. Para o lojista, o recado é direto: o custo da obra do cliente subiu e a margem do balcão precisa ser revista marca a marca antes que o concorrente reaja primeiro.
Fonte: FGV/IBRE — INCC-M (junho/2026)A previsão aponta passagem sucessiva de frentes frias e ciclones extratropicais, com volumes de chuva acima do esperado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os períodos mais críticos vão de 10 a 12 e de 17 a 19 de junho, com queda de temperatura abaixo de 10°C. Para a loja, é gatilho imediato de demanda por impermeabilizante, manta asfáltica, telha, calha, lona e veda-calha. Monte um ponto de exposição na frente da loja e treine o time para oferecer a solução completa, não só o item avulso.
Fonte: Jornal de Brasília / Climatempo (junho/2026)O marketplace B2B Juntos Somos Mais, joint venture de Votorantim Cimentos, Tigre e Gerdau, deve movimentar R$ 11 bilhões em 2026, com cerca de R$ 1 bilhão por mês ligando mais de 30 indústrias a 100 mil lojas cadastradas e 40 mil produtos no catálogo. A plataforma cota, compara e acompanha o pós-venda. Vale testar para reposição de itens de giro: comprar melhor é o jeito mais rápido de proteger margem num mês de custo em alta.
Fonte: Brazil Economy / Mercado&Consumo (2025–junho/2026)A prévia da inflação subiu 0,62% em maio, acima da expectativa de mercado, com Alimentação (1,38%) e Habitação (1,03%) liderando. No ano, o IPCA-15 acumula 3,02% e, em 12 meses, 4,64% — já acima do teto da meta de 4,5%. Habitação em alta confirma que material, energia e serviço de casa seguem caros, o que mantém o cliente em modo "reforma o que tenho" em vez de comprar imóvel novo.
Fonte: CNN Brasil / Exame (maio/2026)O Comitê de Política Monetária se reúne dias 16 e 17 e o Focus aponta corte de 0,25 ponto, levando a Selic de 14,5% para 14,25%. Mas a projeção de inflação acima da meta deixa o BC sem sinalizar tendência — a "porta aberta" significa que o crédito longo segue caro. Planeje fluxo de caixa e compras do mês sem contar com juro mais barato no curto prazo.
Fonte: IstoÉ Dinheiro / DCI — Boletim Focus (junho/2026)O petróleo Brent caiu para cerca de US$ 86 o barril, menor nível desde março, com o mercado precificando um possível acordo de paz entre EUA e Irã que reabriria a passagem de petroleiros. Para a loja, é alívio potencial no custo de derivados de petróleo — tubos e conexões de PVC, tintas, espumas e selantes. É volátil e ligado à geopolítica, então use a janela para negociar com a indústria, sem repassar queda que ainda não chegou.
Fonte: CNN Brasil (junho/2026)Muita gente entra hoje só atrás de um presente, mas sai com uma lista de reforma se o vendedor abrir a conversa certa. Ofereça o item de presente e, na sequência, pergunte o que está pendente em casa — uma torneira pingando, a parede pra pintar, a churrasqueira do fim de semana. O cliente da data tem disposição para gastar; cabe ao balcão transformar um presente de R$ 80 num carrinho de R$ 300.