Bom dia, pessoal. Sexta com agenda pesada chegando: a Copa do Mundo começa em 6 dias, o Copom decide a Selic em 11 dias e o IBGE divulga o IPCA de maio dia 10. Nessa janela, o lojista precisa rodar três contas ao mesmo tempo: estoque para o pico de junho (tinta, churrasqueira, acabamento), preço de reposição antes do próximo reajuste da indústria e crédito do cliente que está agora descobrindo a Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida. É hora de mexer no balcão, não de esperar resultado.
O Brasil começou 2026 com a melhor sondagem de consumo de materiais de construção dos últimos três anos. O índice fechou o bimestre em 126 pontos, acima dos 102 de 2025 e dos 116,5 de 2024. A mensagem para o lojista é simples: a obra voltou, mas voltou para reformar e ampliar, não para lançar — e o ponto físico que tem cimento, argamassa, aço e tinta no estoque é quem captura.
Em compensação, o custo de insumo está no maior patamar desde o segundo trimestre de 2022. O índice da FGV/IBRE marcou 68,4 pontos no primeiro trimestre, e os reajustes recentes vieram com força: PVC subiu 35%, cimento 15% e vergalhão CA-50 13%. A reposição que estiver presa no preço da semana passada já vira margem perdida quando a nota nova chega.
No crédito, dois movimentos abrem janela. A Abecip projeta crescimento de 16% no financiamento imobiliário em 2026, com R$ 180 bilhões só pelo SBPE, e a Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida — para famílias com renda até R$ 13 mil — começa a empurrar classe média para a Caixa pela primeira vez. Em paralelo, o PIX Automático entrou em operação no varejo e abre caminho para a loja cobrar mensalidade, plano de fidelidade e crediário próprio sem boleto.
Levantamento setorial mostra que o consumo de materiais de base — cimento, areia, bloco e aço — atingiu média de 126 pontos no primeiro bimestre de 2026, ante 102 em 2025 e 116,5 em 2024. É o início de ciclo mais aquecido dos últimos três anos. O perfil de venda mudou: predomina obra de reforma e ampliação, não lançamento. Para o lojista, o recado é reforçar acabamento, hidráulica, elétrica e pintura no mix, em vez de apostar em obra nova.
Fonte: Exame Mercado Imobiliário / FGV/IBRE — Sondagem da Construção (maio e junho/2026)A Abecip elevou a projeção do crédito imobiliário para alta de 16% em 2026, após avanço de 3% em 2025. As concessões da poupança (SBPE) devem chegar a R$ 180 bilhões, o FGTS sobe 5% e fica em R$ 145 bilhões, e os recursos livres (LCI e CRI) crescem 66%. Mais crédito direcionado significa mais cliente entrando na loja com reforma aprovada — preparar balcão de orientação e kit de reforma rápida é o caminho para capturar.
Fonte: Abecip / InfoMoney / Papo Imobiliário (maio e junho/2026)O PIX Recorrência Automática do Banco Central passou a operar em 14 de maio e ficou obrigatório para todas as instituições que já oferecem débito automático. Para o varejo, virou ferramenta de cobrança de plano de fidelidade, crediário próprio, conta-cliente do profissional da obra e assinaturas (entrega programada de material). Pesquisas iniciais com PMEs apontam queda de 64% na inadimplência e 91% no custo de cobrança. Não é tema de TI — é tema de balcão.
Fonte: Banco Central / E-Commerce Brasil / CNDL Varejo S.A. (maio e junho/2026)O índice de preço dos insumos da construção da FGV/IBRE fechou o primeiro trimestre em 68,4 pontos, o maior nível desde o segundo trimestre de 2022. A pressão veio dos derivados de petróleo, energia e logística. Entre os reajustes confirmados na indústria estão PVC +35%, cimento +15% e vergalhão CA-50 +13%. Para a loja, é sinal claro: revise preço de reposição esta semana, antes da próxima onda de notas com valor novo.
Fonte: FGV/IBRE / Portas Inteligência / CBIC (maio e junho/2026)A faixa 4 do programa habitacional contempla famílias com renda de R$ 9.600,01 até R$ 13.000, atendendo classe média pela primeira vez, com taxa entre 10% e 10,5% ao ano e prazo estendido. O mercado já trabalha com a entrada oficial de um banco privado complementando a Caixa e o Banco do Brasil ainda no segundo semestre. Para a loja, o cliente da Faixa 4 tem tíquete maior, exige acabamento melhor e abre venda casada com revestimento, louça e metais.
Fonte: Caixa Econômica Federal / Regente Imóveis / FDR (maio e junho/2026)A Suvinil oficializou as cores do ano 2026 dentro do estudo Co(r)existir: Tempestade, um rosa acinzentado de leitura mais sofisticada, e Cipó da Amazônia, um verde amarelado mais vibrante. A campanha já está rodando em PDV, ponto de revenda e mídia. Para o lojista, é munição pronta para a vitrine: oferta de combo "lata + rolo + pincel + lixa + massa + lona" sob o tema das duas cores eleva tíquete médio e reduz a venda avulsa do galão.
Fonte: Suvinil / Meio e Mensagem / Hartz Tintas (maio e junho/2026)Cliente com renda familiar acima de R$ 9.600 quase sempre acha que Minha Casa Minha Vida "não é para ele". Antes de oferecer o cartão da loja ou o boleto parcelado, pergunte a faixa de renda. Se entra na Faixa 4 (até R$ 13 mil), a taxa da Caixa em torno de 10% ao ano é muito melhor do que qualquer crediário próprio — e quem orienta o cliente nessa hora ganha o cliente para a obra inteira, não só para o saco de cimento de hoje.