
Bom dia, pessoal. A notícia da semana já está rodando na Caixa: o Reforma Casa Brasil dobrou de tamanho. Limite passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil, juros despencaram de 1,17% para 0,99% ao mês, renda elegível subiu para R$ 13 mil e o prazo virou 72 meses. Em prata da casa: cada cliente que entra hoje na sua loja com casa própria e renda até R$ 13 mil tem, na média, R$ 20 mil a mais de tíquete em cima da mesa. Quem souber explicar isso no balcão antes da Leroy e da Obramax fica com a venda.
O fato mais importante desta semana para o varejo de material é a entrada em vigor das novas regras do Reforma Casa Brasil. O Conselho Monetário Nacional aprovou no início de maio e a Caixa já está operando: financiamento sobe a R$ 50 mil, juros caem a 0,99% ao mês para todas as faixas de renda, prazo vai a 72 meses e a renda elegível alcança R$ 13 mil. Na prática, o crédito subsidiado de reforma agora cabe em mais família, com parcela menor e tíquete maior. Para a loja, isso é venda de banheiro completo, cozinha completa e telhado novo, não mais só saco de cimento avulso.
Do lado da indústria, o tabuleiro do aço mudou. Desde fevereiro, a tarifa de importação dos aços longos usados na construção subiu para 15,8% e a alíquota geral de produtos siderúrgicos foi para 25% em nove NCMs. O efeito é dual: a siderurgia nacional ganha fôlego (Gerdau, ArcelorMittal, CSN), mas o vergalhão importado, que pressionava o preço pra baixo, encarece. Quem trabalha com aço chinês ou turco tem que rever a tabela essa semana. Quem mantém só nacional ganha previsibilidade — e pode negociar volume com a siderurgia agora, com o quadro favorável a quem compra firme.
No mapa de Minas, três janelas de obra de bairro se abrem ao mesmo tempo. A Cemig confirmou R$ 264 milhões em cinco novas subestações na Regional Centro, incluindo a RMBH, beneficiando 14 municípios e 364 mil pessoas. O governo do estado já anunciou R$ 6 bilhões em obras rodoviárias nos últimos 60 dias do Governo Presente, em mais de 160 empreendimentos. E o Metrô da RMBH entra na reta final da Linha 1, com dez estações já entregues e duas (Nova Suíça e Amazonas) previstas até julho. Onde tem obra grande, tem moradia de trabalhador, pousada de empreiteiro e demanda por reforma rápida. Se sua loja está no raio de 30 km de qualquer um desses pontos, hoje é dia de ligar para a empreiteira.
Aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional no início de maio, as novas regras do programa estão operando na Caixa. O valor máximo financiável passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil, a taxa caiu de 1,17% e 1,95% (por faixa) para 0,99% ao mês em todas as faixas, o prazo foi de 60 para 72 meses e a renda elegível subiu de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil. A contratação é totalmente digital, com simulação, envio de documentos e assinatura eletrônica. Para o lojista, o cliente típico agora chega com R$ 20 mil a mais de poder de compra e parcela menor — venda de cômodo completo passa a ser regra, não exceção.
Fonte: Caixa Econômica Federal / Alerta Gov / Tribuna do Planalto / NSC Total (maio e junho/2026)A Resolução Gecex 854/2026 elevou para 25% a alíquota do imposto de importação em nove NCMs de produtos siderúrgicos. Nos aços longos, usados sobretudo na construção (vergalhão CA-50, fio máquina, perfilados), a tarifa ficou em 15,8%. A justificativa do governo é o excesso de capacidade na China e a prática de subsídios, conforme nota técnica baseada em dados da OCDE. Para o lojista, o recado é simples: aço importado fica mais caro, nacional fica mais previsível. Renegocie agora a tabela de junho com Gerdau, ArcelorMittal e CSN antes que o reajuste chegue ao balcão.
Fonte: Resolução Gecex 854/2026 / InfoMoney / NSF Steel / Portal Siderurgia Brasil (fevereiro a junho/2026)O Índice Antecedente de Vendas do IDV mostra vendas nominais do varejo em alta de 3,6% em junho ante o mesmo mês de 2025, mas, descontado o IPCA, o real fica em -1,0%. Em materiais para casa e construção, a leitura do índice é de estabilidade — alta de 1,8% nominal e queda de 3,1% em volume. A categoria que cresce real é farma e perfumaria (+10,6%) e móveis e eletro (+10,4% nominal). Para a loja de material, a estratégia é proteger o tíquete com tinta, elétrica, hidráulica e ferramentas de reparo, e amarrar o cliente de obra grande no novo Reforma Casa Brasil.
Fonte: IDV — Instituto para Desenvolvimento do Varejo / IAV-IDV (junho/2026)A Cemig anunciou aporte de R$ 264 milhões em 2026 para construir cinco novas subestações na Região Central do estado, incluindo a RMBH. As obras vão beneficiar 364 mil pessoas em 14 municípios e a injeção de capacidade abre espaço para novos empreendimentos imobiliários, comerciais e industriais na região metropolitana. Para o varejo de material, é gatilho de duas pontas: demanda por canteiro (cimento, aço, ferramenta) e, na sequência, demanda por reforma de imóvel atendido por nova rede elétrica (quadros, fiação, padrão de entrada).
Fonte: Agência Minas / Cemig — Comunicado Regional Centro (maio/2026)A Seinfra-MG confirmou o cronograma de inaugurações para 2026. Dez estações da Linha 1 já estão prontas (Eldorado, Cidade Industrial, Vila Oeste, Gameleira, Calafate, Carlos Prates, Lagoinha, Central, Santa Efigênia e Vilarinho). Nova Suíça e Amazonas devem abrir até julho. A Linha 2 fica para 2028. Para a loja de bairro ao longo do eixo, a janela é dupla: obras de canteiro nas estações restantes e valorização imobiliária no entorno, que historicamente puxa reforma de fachada, churrasqueira e quintal.
Fonte: Seinfra-MG / Governo de Minas Gerais (maio/2026)A categoria de argamassa polimérica, que dispensa água e betoneira no assentamento de blocos e cerâmica, está em franca expansão no varejo nacional em 2026. O ganho é triplo: reduz o prazo de execução de 46 para 20 dias úteis em obra média, elimina entulho de saco e gera economia de mão de obra. Para o lojista, é categoria nova de margem alta — fabricantes como Quartzolit, Votomassa e Tigre já estão na prateleira, e o vendedor que souber comparar custo total (não só preço do balde) abre conversa nova com o pedreiro.
Fonte: Terra Brasil Notícias / Anamaco / FEICON 2026 (abril a junho/2026)Treine o vendedor a abrir o app da Caixa no celular, na frente do cliente, e simular o Reforma Casa Brasil em três minutos. Pegue o CPF, a renda, o valor do imóvel. Em 90% dos casos o cliente sai com aprovação na hora e parcela que cabe no bolso — 0,99% ao mês, 72 meses, até R$ 50 mil. O vendedor que faz a simulação fecha o triplo do tíquete médio, porque o cliente não fica "pensando em casa" se o crédito vale a pena. Já viu, já aprovou, já leva. É a diferença entre vender saco de cimento e vender cômodo completo.