
Bom dia, pessoal. Hoje começa a "Janela dos Namorados". Faltam 10 dias para o 12/06, o CNDL projeta R$ 22,14 bilhões e 93 milhões de consumidores na rua — não é só varejo de moda. Marido vai dar churrasqueira, esposa vai dar furadeira, casal vai pintar a varanda no fim de semana. Quem está com vitrine de tinta decorativa, jardim e ferramentas de presente pega a onda. Em paralelo, o Focus subiu IPCA pra 5,09% e Leroy trocou de CEO. Vamos ao briefing.
O mercado abre a semana com humor azedo: o Boletim Focus subiu a projeção do IPCA 2026 pela 12ª semana seguida, agora em 5,09%, e manteve a Selic em 13,25% pro fim do ano. Em 16 e 17 de junho o Copom volta a se reunir — a leitura é que não há corte agressivo no horizonte e o crédito ao consumidor segue caro, o que reforça a tese do material defensivo: tinta, elétrica, hidráulica e ferramenta no PIX.
Do lado da indústria, a FGV mostrou ontem que o ICST (confiança da construção) ficou estável em 92,6 pontos, com falta de mão de obra e custos pressionando — o ICST está abaixo de 100, ou seja, ainda pessimista. Pro lojista, isso vira pressão de prazo na entrega das obras médias do bairro: o cliente vai correr mais ao balcão pra resolver imprevisto.
No tabuleiro da concorrência, Leroy Merlin formalizou Ricardo Dinelli como o primeiro brasileiro a comandar a operação local e bateu o martelo: nada de abrir lojas em peso, foco será digital, serviços e personalização. Boa notícia pra Construai no físico de vizinhança — má notícia se nosso WhatsApp e marketplace seguirem amadores. Hoje é dia de olhar pro presente do dia 12 e pro digital da loja na mesma reunião.
Pesquisa CNDL/SPC Brasil com Offerwise projeta gasto médio de R$ 238 por consumidor, com pagamento à vista em 69% dos casos e Pix em 34%. Categorias preferidas são moda, perfumaria e calçado — mas tinta decorativa, churrasqueira, ferramenta, kit jardim e iluminação entram como presente "casal" e elevam ticket médio. Janela útil até quinta 11/06.
Fonte: CNDL / SPC Brasil / Central do Varejo / Monitor Mercantil (29 e 30 de maio de 2026)Ricardo Dinelli assumiu a direção-geral da Leroy Merlin Brasil em janeiro e, na entrevista publicada pela Exame, confirmou que a meta é chegar a R$ 10 bilhões em 2026 (faturaram R$ 9,4 bi em 2025). A estratégia descarta corrida de lojas físicas e foca em digital, serviços e personalização — a rede mantém 55 lojas e vai testar formato compacto em cidades menores.
Fonte: Exame / Acelera Varejo / Blog Leroy Merlin (maio/2026)Receita Federal e Comitê Gestor do IBS reforçaram que, desde janeiro, todas as empresas precisam destacar IBS e CBS nas NFs — mesmo em fase de teste e sem recolhimento. Quem cumprir as obrigações acessórias está dispensado do pagamento em 2026, mas erro de escrituração no destaque já gera multa e queima a "anistia" do ano de transição.
Fonte: Receita Federal / Tax Group / Sienge / Cimento Itambé (maio/2026)Pesquisa Focus de 1º de junho mostra IPCA esperado em 5,09% (acima do teto da meta) e Selic estacionada em 13,25%. Para 2027, IPCA subiu para 4,02% e Selic prevista em 11,25%. A leitura é que o BC deve segurar juros até o início do 4º tri, mantendo o crédito ao consumidor caro e exigindo a régua apertada na venda parcelada no carnê.
Fonte: Banco Central / Boletim Focus / InfoMoney / BM&C News (1º e 2 de junho de 2026)Sondagem FGV/IBRE mostra Índice de Confiança da Construção em 92,6 pontos em maio, com componente de expectativas em queda. Empresas de Edificações relataram maior deterioração para os próximos meses. Mensagem direta pro lojista: cliente vai estourar prazo na obra do quintal, e vai precisar do balcão pra resolver imprevisto — material de reparo entra em ascensão.
Fonte: FGV/IBRE — Sondagem da Construção / Sinduscon-SP / Diário do Grande ABC (26 de maio de 2026)Treine o vendedor a fazer essa pergunta de 2 a 11 de junho. Quem responde "presentear" entra em jornada diferente: ticket médio sobe, sai com embalagem caprichada, ganha cartão escrito à mão da loja. Furadeira pra ele, kit jardim pra ela, churrasqueira pro casal, tinta para a sala que vai virar quarto do bebê — material de construção também é presente afetivo. Quem entende isso fatura no Dia dos Namorados sem brigar de preço com perfumaria.