
Bom dia, pessoal. Semana começa com a melhor notícia que a gente podia ter recebido na sexta: o PIB do primeiro trimestre veio em +1,1% e a construção foi a categoria que mais empurrou o resultado, com avanço de 2,9% no setor e 143 mil vagas formais abertas em quatro meses. Some a isso a Abramat virando depois de nove meses de queda e o Brent fechando maio em -17%, e o cenário muda de figura. Junho começa com mais ar do que abril e maio, e a hora é de ajustar previsão de venda, apertar o relacionamento com indústria e não deixar a queda do petróleo passar batido na renegociação de PVC e tintas.
O PIB do primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE na sexta, fechou em +1,1% sobre o quarto trimestre de 2025 e +1,8% na comparação anual, com a construção avançando 2,9% e a Formação Bruta de Capital Fixo subindo 3,5% depois de ter recuado 3,4% no trimestre anterior. O recado para o lojista é claro: investimento parou de cair e voltou a entrar no canteiro, e a categoria mais sensível a esse virar de chave é exatamente material básico de obra.
No varejo da indústria, a Abramat confirmou que março veio com alta de 1,6% nas vendas de materiais sobre o mesmo mês de 2025, encerrando um ciclo de nove meses consecutivos de queda. Historicamente, a virada do atacado antecede a virada do varejo em 30 a 60 dias, ou seja, junho e julho são os meses em que o cliente final começa a voltar para a loja. Ajustar previsão de vendas, recompor estoque de produtos de giro alto e abrir conversa nova com indústria é o passo da semana.
No cenário externo, o petróleo Brent fechou maio em US$ 91,12 com queda de 17% no mês, o pior maio desde 2020, em razão do acordo preliminar EUA-Irã sobre o Estreito de Ormuz. Para a loja, isso é insumo barato vindo. Tubo e conexão de PVC, tinta, espuma de poliuretano, selante e adesivos de base petroquímica devem dar trégua nos pedidos de julho. Em paralelo, a Votorantim Cimentos publicou 1T26 com receita global +15% e Brasil +18%, mostrando que a indústria de cimento está saudável e que o pedido de bonificação e prazo vai exigir mais argumento do que de costume.
A CBIC divulgou na sexta que o setor avançou 2,9% no primeiro trimestre sobre o quarto trimestre de 2025, puxando a indústria nacional para +1,0% e ajudando o PIB a fechar em +1,1%. No CAGED do mesmo dia, construção apareceu como o segundo setor que mais gerou emprego formal entre janeiro e abril, com 143.547 vagas, alta de 8,11% sobre 2025 e participação de 20,5% no saldo nacional. Os destaques são serviços especializados para construção (+8.745) e construção de edifícios (+7.397), o que significa cliente profissional voltando para a loja.
Fonte: CBIC / IBGE / Novo CAGED / Agência Gov (29 e 31 de maio de 2026)As vendas de materiais subiram 1,6% em março sobre março de 2025 e avançaram 3,1% na comparação com fevereiro, primeira variação positiva depois de nove meses consecutivos de retração. A Abramat manteve a projeção de alta de 1,9% no faturamento de 2026 e indicou que o motor é a combinação de MCMV, infraestrutura e queda de juros do segundo semestre. Para o lojista, é hora de antecipar a renegociação de prazos com a indústria antes que o pedido de junho e julho fique apertado.
Fonte: Abramat / IstoÉ Dinheiro / Giro News (maio/2026)A companhia fechou o primeiro trimestre com receita líquida global de R$ 6,3 bilhões (+15%) e receita Brasil de R$ 3,7 bilhões (+18%), com volume de oito milhões de toneladas (+4%) e EBITDA ajustado de R$ 762 milhões (+25%). O prejuízo caiu pela metade. O recado é duplo: a indústria de cimento está com fôlego para preservar preço e a janela de bonificação com revenda só abre para quem chega na mesa com volume firmado e plano de exposição na loja. Quem ainda não fechou contrato anual para o segundo semestre, fechar essa semana faz diferença.
Fonte: Votorantim Cimentos RI / Brasil Mineral / InfoMoney / Revista Anamaco (maio/2026)O IBGE confirmou na sexta o PIB do primeiro trimestre em R$ 3,3 trilhões, com consumo das famílias acelerando para +1,0% (ante 0,2% no trimestre anterior) e Formação Bruta de Capital Fixo crescendo 3,5% após queda de 3,4% no quarto trimestre de 2025. Esse é o indicador que mais importa para o setor, porque sinaliza retomada de obra, ampliação de capacidade industrial e aquecimento de canteiro. Em paralelo, o Banco Central reduziu a Selic para 14,5% em abril, segundo corte seguido, e a expectativa do Focus para o fim de 2026 é de 13,25%, o que abre janela de crédito direcionado no segundo semestre.
Fonte: IBGE / InfoMoney / CNN Brasil / Agência Brasil (29 de maio de 2026)O Brent terminou maio cotado a US$ 91,12 por barril, queda mensal de 17% e o pior maio desde 2020, em razão do acordo preliminar EUA-Irã para abrir o Estreito de Ormuz e amenizar a guerra no Oriente Médio. Os derivados de petróleo respondem por boa parte do custo de tubos e conexões de PVC, tintas decorativas, espumas de poliuretano, selantes e adesivos. Os contratos das indústrias de derivados costumam refletir essa queda nos pedidos de julho e agosto, então renegociar agora e segurar pedidos grandes para depois da próxima carga é a estratégia.
Fonte: Trading Economics / CNN Brasil / Investing.com (29 de maio de 2026)O PIB de sexta mudou a régua. Reúna o time da loja antes do almoço, mostre o gráfico da construção em +2,9% no 1T26 e da Abramat virando em março, e refaça a meta de junho com base em três alavancas: cliente profissional (CAGED +143 mil vagas), retomada de MCMV (Faixa 4 em curso) e janela de derivado petroquímico mais barato em julho. Vendedor precisa entender que a curva virou para poder atender com confiança.