
Bom dia, pessoal. Semana começa com sinal duplo: a CBIC cortou a projeção do PIB da construção de 2% para 1,2%, e a Copa do Mundo está a 17 dias da abertura, prometendo movimentar quase 100 milhões de consumidores. Tem chuva forte no Sudeste e ciclone no Sul. Hoje é dia de calibrar estoque, revisar mix de Copa (cooler, churrasco, telas) e ligar para o cliente que ficou de voltar.
O ambiente macro segue apertado. A CBIC reduziu a previsão de crescimento do PIB da construção em 2026 de 2% para 1,2%, citando custos elevados, juros em 14,5% e incerteza externa. Sindimaco aponta queda de 3% a 5% nas vendas de material de construção entre janeiro e abril versus 2025, e o Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV) projeta estabilidade (0%) para maio — ou seja, o mês não recupera, mas para de cair.
No setor, a regulamentação da reforma tributária para construção civil entra em fase de consulta pública até 31 de maio, com a Receita Federal recebendo contribuições sobre a aplicação do IBS e da CBS — definição que vai mexer na formação de preço já a partir de 2027. Em paralelo, o tarifaço de 50% dos EUA sobre aço brasileiro acende sinal vermelho na siderurgia: o Instituto Aço Brasil avisa que o nível "inviabiliza" exportação e tende a pressionar oferta interna nas próximas semanas.
No varejo, dois fatos coexistem. A Copa do Mundo 2026 começa em 17 dias e a CNDL/SPC Brasil estima que 99,2 milhões de brasileiros vão comprar para o evento, com gasto médio de R$ 619 — alta de até 18,8% nas vendas do varejo. Ao mesmo tempo, o governo confirmou meta de 1 milhão de novas contratações no Minha Casa Minha Vida em 2026, sustentada por R$ 144,5 bilhões do FGTS, mantendo a base do consumo de reforma e acabamento.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção revisou para baixo a expansão esperada do setor, citando custos elevados de insumos, Selic em 14,5% e incerteza no cenário internacional. O índice de preços de materiais bateu 68,4 pontos no 1T26, maior nível desde meados de 2022. Para o lojista, é hora de proteger margem na cesta de reforma — segmento que segue mais resiliente que obra nova.
Fonte: CBIC / CNN Brasil / ADVFN News (maio/2026)O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção registra recuo de 3% a 5% no acumulado janeiro–abril contra 2025, pressionado por endividamento das famílias, juro alto e encarecimento de PVC, cabos e metais ligado a petróleo e cobre. O Índice Antecedente de Vendas projeta estabilidade (0%) para maio — sinal de que a curva parou de cair, mas ainda não virou.
Fonte: Sindimaco / Sincomavi / IDV (maio/2026)Pesquisa CNDL/SPC Brasil aponta que 60% dos brasileiros vão comprar para o mundial, com ticket médio de R$ 619 e até R$ 780 nas classes A e B. Camisas, TVs (+10%), churrasco, bebidas e itens temáticos lideram. Para a Rede, abre janela imediata em cooler, churrasqueira, painel/TV, climatização e organizadores — categorias com giro alto entre 11 de junho e 19 de julho.
Fonte: CNDL/SPC Brasil / Fecomercio / Economic News Brasil (maio/2026)O Decreto 12.955/2026 e a Resolução CGIBS 6/2026 trouxeram os primeiros direcionamentos sobre a aplicação do IBS e da CBS na construção civil, incluindo a redução de 50% das alíquotas para serviço de construção e a separação entre prestação de serviço e fornecimento de material. Receita Federal recebe contribuições até 31/05 pelo "Receita Atende"; cronograma mantém início da exigência fiscal em 1º de agosto de 2026.
Fonte: CBIC / Receita Federal / Tax Group (maio/2026)A tarifa norte-americana de 50% sobre aço e alumínio brasileiros — após o degrau de 25% em fevereiro e 10% recíproco em abril — alcança 350 mercadorias, do semimanufaturado a latas e peças. A diretora do Instituto Aço Brasil disse que o patamar inviabiliza a exportação. O risco para o lojista: redirecionamento de volume ao mercado interno pode reorganizar preço de vergalhão e perfis nas próximas semanas.
Fonte: Instituto Aço Brasil / Câmara dos Deputados / Metrópoles (maio/2026)O Ministério das Cidades confirmou a meta mais agressiva do programa: 1 milhão de novas unidades em 2026, com R$ 125 bi do FGTS direcionados à habitação popular e foco nas Faixas 1 e 2. Se cumprida, representa alta anualizada de quase 25% sobre os 690 mil financiamentos de 2025 — combustível direto para a cesta de acabamento, hidráulico, elétrico e tinta nos próximos 12 meses.
Fonte: Ministério das Cidades / InfoMoney / Agência Gov (maio/2026)Entre 11 de junho e 19 de julho, a Seleção joga, o brasileiro fica em casa e o ticket médio sobe 24,4% na véspera dos jogos. Não é hora de promoção genérica: é hora de combinar produto de Copa (cooler, churrasqueira, TV, organizadores, climatização) com cesta de reforma rápida (tinta, hidráulica, kit elétrico). Faça um cardápio físico em A4 com 5 combos prontos por R$ 199, R$ 499 e R$ 999. O cliente quer agilidade, não catálogo.