
Bom dia, pessoal. Hoje é o dia D do MCMV ampliado: a Caixa começa a operar com as novas faixas de renda até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil. Na prática, a classe média volta a ter endereço no balcão da nossa loja. Do outro lado, o aço subiu 8% nesta semana e as cimenteiras já comunicaram mais 10% em São Paulo. Quem não atualizar tabela hoje perde margem amanhã. Vamos ao que interessa.
A quarta-feira marca a entrada em vigor das novas regras do Minha Casa, Minha Vida. A Caixa passa a financiar imóveis de até R$ 600 mil na Faixa 4, com renda familiar permitida de até R$ 13 mil. São 87,5 mil famílias adicionais que entram no radar do programa, e boa parte delas vai precisar de material de acabamento, louça, metais e tintas para entregar o imóvel. O Reforma Casa Brasil também melhorou: taxa caiu para 0,99% ao ano e o teto de reforma subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil em até 72 meses.
No lado de custos, a semana chegou pesada. Siderúrgicas comunicaram reajuste de 8% no aço, afetando vergalhões, chapas, perfis e telas. Em São Paulo, as cimenteiras avisaram novo aumento de 10%, em cima dos 12% aplicados em março. O INCC-M de março ficou em 0,36%, com acumulado de 5,81% em 12 meses, puxado pela mão de obra que subiu 0,47% no mês. Custo sobe, mas a demanda também: o consumo de materiais de base por construtoras atingiu 126 pontos no primeiro bimestre, contra 102 em 2025.
No cenário regulatório, a reforma tributária já está na rotina dos contadores. Desde janeiro, as notas fiscais saem com as alíquotas-teste de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS), sem cobrança efetiva, mas preparando o terreno para 2027. Para o lojista, o recado é ajustar sistemas e entender que o IVA dual vai mudar a composição de custo de toda a cadeia. Quem se antecipar, negocia melhor.
As novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor nesta quarta-feira (22). A Faixa 3 subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e a nova Faixa 4 permite imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. O governo estima 87,5 mil famílias beneficiadas de imediato. Para o lojista, o impacto é direto: classe média voltando ao crédito habitacional compra acabamento, revestimento, louça e iluminação. Oriente o vendedor a perguntar sobre o financiamento e monte pacotes de entrega completa.
Fonte: Caixa Econômica Federal / Ministério das Cidades (abril/2026)A Obramax, braço de atacarejo do grupo Leroy Merlin, abriu sua unidade no Shopping Interlar Aricanduva (SP) com 22 mil m² de área construída e investimento de R$ 100 milhões. É a primeira loja da rede dentro de um shopping, testando o formato de conveniência para o consumidor final. A empresa fechou 2025 com faturamento de R$ 2,6 bilhões (alta de 60%) e planeja atingir 30 lojas em nove estados. A expansão inclui Uberlândia, em Minas Gerais — território direto da Construai.
Fonte: Mercado&Consumo / Exame (abril/2026)Levantamento da Abramat mostra que o consumo de materiais de base por construtoras atingiu média de 126 pontos no primeiro bimestre de 2026, contra 102 em 2025 e 116,5 em 2024. Materiais de acabamento, como tintas e revestimentos, chegaram a 176 pontos, bem acima dos 114,5 do ano passado. O dado confirma que o canteiro está aquecido e a demanda por reposição continua forte, mesmo com juros em 14,75%. Para a loja, é sinal verde para reforçar estoque de giro rápido.
Fonte: Abramat / Revista Construa Negócios (abril/2026)A indústria siderúrgica comunicou aumento médio de 8% nos preços do aço, atingindo vergalhões CA-50, chapas, perfis e telas soldadas. Em paralelo, as cimenteiras aplicaram novo reajuste de 10% no estado de São Paulo, em cima dos 12% já praticados em março. O acumulado de aumento de insumos básicos da construção entre 2025 e os primeiros meses de 2026 já beira os 10%. Para o lojista, é hora de rever tabela de preços, renegociar com distribuidores e proteger margem sem perder competitividade.
Fonte: CBIC / CNPL / Poder360 (abril/2026)Desde janeiro de 2026, todas as notas fiscais do país já carregam as alíquotas-teste de 0,9% (CBS federal) e 0,1% (IBS estadual/municipal), totalizando 1% simbólico sem recolhimento efetivo. A partir de 2027, a CBS entra em vigor pleno com alíquota de 8,8%, e o IBS será elevado gradualmente. Para a construção civil, a alíquota reduzida em 50% sobre operações imobiliárias é um alívio parcial, mas a carga pode chegar a 12% no regime cheio — quase 50% acima do atual. O momento é de adaptar sistemas fiscais e rever contratos.
Fonte: Tax Group / Câmara dos Deputados / Contábeis (abril/2026)O boletim Focus do Banco Central revisou a projeção de IPCA para 2026 de 4,71% para 4,80%, acima do teto da meta. O Copom se reúne nos dias 28 e 29 de abril, com o mercado dividido entre manutenção e corte de 0,25 p.p. na Selic, hoje em 14,75%. Para o varejo de construção, juros elevados seguem freando o crédito livre, mas os programas direcionados (MCMV e Reforma Casa Brasil) compensam parcialmente, canalizando demanda para a loja física.
Fonte: Banco Central / Agência Brasil / BM&C News (abril/2026)Com imóveis de até R$ 600 mil entrando no programa, o perfil do cliente muda: ele quer porcelanato, não cerâmica; torneira monocomando, não convencional; LED embutido, não bocal simples. Monte três kits de acabamento premium (banheiro, cozinha e iluminação) com preço fechado e condição de parcelamento. Exponha na entrada da loja com a frase "Seu MCMV com acabamento de primeira". Esse cliente compra o pacote inteiro e ainda indica para o vizinho do condomínio.