
Bom dia, parceiros! Esta semana começa com um recado claro da indústria: os reajustes da Tigre e da Amanco Wavin já estão valendo ou entram nos próximos dias. É hora de revisar estoques e proteger margens. Do lado positivo, o crédito imobiliário caminha para um recorde histórico em 2026 — e isso é demanda batendo na porta das nossas lojas. Vamos usar a inteligência a nosso favor!
A semana abre com o setor de materiais de construção em estado de alerta: os reajustes anunciados pela Tigre (16% em todo o portfólio de tubos e conexões, vigente desde 11/04) e pela Orbia/Amanco Wavin (a partir de 16/04 para linhas predial, infraestrutura e irrigação) mudam a equação de custo para milhares de lojistas em todo o país. A pressão vem do petróleo — o barril Brent chegou a ultrapassar US$ 112 em abril, antes de recuar para a faixa de US$ 103 após o cessar-fogo temporário entre EUA, Irã e Israel. O PVC, derivado direto do petróleo, foi o principal vetor desses reajustes que variam de 15% a 35% conforme o fabricante.
No cenário macro, o crédito imobiliário deve crescer até 15% em 2026 e bater recorde histórico no país, segundo a Abecip. A elevação do teto do SFH de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões ampliou significativamente o espectro de financiamentos com taxas reguladas, beneficiando diretamente a classe média. Bancos já começaram a reduzir taxas entre 0,2 e 0,8 p.p., antecipando a continuidade do ciclo de cortes da Selic.
O INCC acumulou alta de 5,85% nos últimos 12 meses, confirmando que a pressão de custos na construção segue relevante. O índice de março (0,36%) ficou acima do mês anterior, refletindo os aumentos em insumos industriais. Para o varejo, o recado é claro: quem ajustar tabelas e comunicar bem ao cliente vai manter margem; quem demorar, vai absorver o custo.
Na próxima reunião do Copom (28-29/04), o mercado espera novo corte da Selic — o debate é se será de 0,25 ou 0,50 p.p. Qualquer cenário é positivo para o financiamento imobiliário e para o ânimo do consumidor que planeja reformar ou construir no segundo semestre.
O aumento vale para todo o portfólio e todos os canais de venda. A empresa atribuiu o reajuste à alta dos insumos petroquímicos e ao cenário geopolítico que elevou o preço do petróleo. Para lojistas, o impacto é direto nas categorias de hidráulica e esgoto — que respondem por parcela relevante do faturamento do balcão.
Fonte: Poder360 / Condomínio Interativo — Abril 2026
Segundo comunicado da Orbia, os produtos Amanco Wavin terão aumento em todas as linhas a partir desta quinta-feira. Indústrias como Fortlev também anunciaram movimentos similares, com reajustes que chegam a 35% em alguns itens. O setor de tubos e conexões vive a maior onda de aumentos desde 2021.
Fonte: Poder360 / Condomínio Interativo — Abril 2026
A Abecip projeta que o crédito imobiliário atinja patamar inédito em 2026, com concessões via SBPE (poupança) avançando 15%, financiamentos FGTS crescendo 5% e operações com recursos livres disparando até 66%. A elevação do teto SFH para R$ 2,25 milhões amplia o acesso de famílias de classe média a condições reguladas de financiamento.
Fonte: Exame / Abecip — Abril 2026
O Índice Nacional de Custo da Construção registrou alta de 0,36% em março (acima dos 0,34% de fevereiro), com acumulado de 5,85% em 12 meses. A pressão vem dos insumos industriais — aço, PVC, cimento — e do mercado de mão de obra, que segue aquecido em grandes centros. O indicador é referência para reajuste de contratos de incorporação.
Fonte: FGV / INCC-M — Março 2026
O barril de Brent vive montanha-russa em abril: chegou a US$ 112,42 no dia 3, despencou para US$ 92-95 no dia 8 após anúncio de cessar-fogo entre EUA/Israel e Irã, e voltou a subir para US$ 103,73 no dia 12. A volatilidade impacta diretamente o custo de derivados petroquímicos — base do PVC, tintas e impermeabilizantes — e explica os reajustes em cascata no setor de construção.
Impacto no varejo: Cada alta sustentada do petróleo pressiona tubos, conexões, tintas e impermeabilizantes em 30-60 dias. Fique atento aos comunicados dos fornecedores.
Fonte: Investing.com / Trading Economics — Abril 2026
A Organização Mundial do Comércio cortou drasticamente a previsão de crescimento do comércio de mercadorias, atribuindo a retração às tarifas recíprocas entre EUA e China (que já ultrapassam 120%). Para o Brasil, o cenário é misto: o agro ganha com o desvio de comércio, mas o Sudeste industrial perde até R$ 7,16 bilhões no PIB regional. Materiais importados como ferragens especiais e ferramentas elétricas podem ficar mais caros.
Impacto no varejo: Ferramentas elétricas e ferragens importadas da China podem ter reajustes. Priorize fornecedores nacionais e negocie volumes.
Fonte: OMC / Blog do IBRE-FGV — Abril 2026
Os quatro maiores bancos do setor imobiliário já reduziram suas taxas de financiamento entre 0,2 e 0,8 ponto percentual, antecipando a continuidade do ciclo de cortes da Selic. Com a taxa básica em 14,75% e expectativa de novos cortes, o mercado projeta Selic em 12% ao final de 2026 — o que pode destravar uma onda de financiamentos no segundo semestre.
Impacto no varejo: Mais financiamentos = mais obras novas e reformas. Prepare mix de produtos para quem está começando obra do zero.
Fonte: InvestNews / InfoMoney — Abril 2026
Quando o cliente reclamar do aumento no tubo ou conexão, não se desculpe — informe. Diga: "Houve reajuste do fabricante por causa do petróleo. Mas a boa notícia é que os juros do financiamento estão caindo e o crédito imobiliário está no maior nível da história. É um bom momento pra comprar antes do próximo aumento." Transformar objeção em argumento de urgência é o que separa o vendedor comum do consultor de obras. Teste hoje no balcão!